De olho na balança

A obesidade infantil quadruplicou nas últimas décadas e acendeu alerta de epidemia mundial. Combater o problema é fácil e começa pela qualidade da comida

Por O Dia

Prevenção, com visita regular ao médico, pode evitar mortes por câncer de próstata
Prevenção, com visita regular ao médico, pode evitar mortes por câncer de próstata - Divulgação

Uma em cada três crianças brasileiras, de 5 a 9 anos, está acima do peso. O índice é tão preocupante que a Organização Mundial de Saúde já considera a obesidade infantil uma epidemia mundial. A base do problema está, principalmente, no consumo de alimentos industrializados. Para reverter esse quadro, especialistas recomendam que a família incentive bons hábitos alimentares e abuse da criatividade na cozinha. E nada de passar horas em frente ao celular ou computador, a dica infalível para fazer bonito na hora de subir na balança é colocar a criançada para praticar atividade física.

A primeira regra para vida saudável na infância é comer com qualidade. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, 60,8% das crianças de até 2 anos já consomem biscoitos e bolos, e 32,3% tomam refrigerantes e sucos artificiais. "Vale explicar à criança a importância de se alimentar bem, e negociar envolvendo atividades que ela gosta", apontou a nutróloga Cristiane Molon.

E para influenciar a criançada a comer bem, é preciso dar um bom exemplo: de acordo com o Ministério da Saúde, 52,5% dos brasileiros adultos estão acima do peso. "Crianças imitam os pais. Se os pais têm maus hábitos alimentares, acabam induzindo os filhos a fazerem o mesmo", destacou o Núcleo de Biossegurança da Fiocruz, em nota.

Manter o corpo em movimento também é fundamental na saúde infantil. "Com a prática de exercícios, fica mais fácil se alimentar bem, uma coisa puxa a outra", explicou Cristiane. Atividades ao ar livre são altamente recomendadas. E quando as crianças rejeitam os alimentos saudáveis? "Uma estratégia é colocar esses ingredientes com outros que a criança goste, como misturar verduras no feijão. Mas ela não deve ser enganada, para não quebrar a confiança e gerar estresse", disse a nutricionista Clarissa Fujiwara.

A especialista alerta para as consequências da obesidade: "Vemos crianças com diabetes, pressão alta, gordura no fígado e outros problemas". E, atenção papais, nas férias, a dica é envolver as crianças na alimentação. "Com mais tempo livre, os pais podem levar a criança à feira, supermercado e deixar ela participar da preparação da comida, para aproximá-la de bons hábitos".

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