Prevenção da prematuridade é tema de campanha

Novembro Roxo alerta para a importância do pré-natal e de hábitos saudáveis durante a gestação

Por O Dia

Grávidas devem controlar o peso
Grávidas devem controlar o peso - Pixabay

Além do Novembro Azul, este mês é marcado pela campanha Novembro Roxo, cujo objetivo é incentivar a prevenção da prematuridade. No Brasil, os nascidos prematuros correspondem a 12,4% do total de partos, segundo o Ministério da Saúde. O número é o dobro do registrado em países europeus. Embora o nascimento antes das 37 semanas de gestação tenha múltiplas causas, é possível se precaver, começando pela realização correta do pré-natal. 

"A partir de 20 semanas, podemos solicitar uma ultrassonografia transvaginal para medida do colo uterino, que faz parte do rastreamento de risco para parto prematuro. Caso seja necessário, tomamos medidas preventivas. O acompanhamento médico permite o diagnóstico e a abordagem para cada caso, em tempo hábil", diz a ginecologista e obstetra Luciana Cima, da Perinatal. Por isso, é fundamental que a mulher faça exames e procure um profissional ainda no início da gravidez.

Alguns fatores acometem as gestantes mesmo com todos os cuidados. Um exemplo é a incompetência istmo-cervical, que ocorre quando o colo do útero se abre e dilata precocemente, acarretando o nascimento prematuro ou até mesmo o aborto. "A incompetência istmo-cervical se dá por conta de uma alteração própria no colo do útero ou até mesmo por cirurgias uterinas realizadas anteriormente. É preciso sempre conversar com o médico para definir o melhor a se fazer", afirma a médica.

De acordo com a obstetra, na maioria dos casos é aconselhável que o bebê seja mantido na barriga da mãe. "O ideal é que nenhum bebê nasça com menos de 37 semanas, principalmente com menos de 34, quando a maturação pulmonar fetal ainda não está completa", explica. Porém, o prolongamento da gestação só deve ser considerado se não houver perigo maior para mãe e bebê. Em casos de infecção passível de transmissão ao feto e pré-eclampsia, por exemplo, tal prática não é recomendada.

Adotar um estilo de vida desregrado durante a gravidez é outro fator que pode levar à prematuridade. Se a mulher sofre de doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, o controle clínico deve ser redobrado. Também é preciso atenção à obesidade. "Pesquisas mostram que o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) eleva as chances de parto prematuro", acrescenta Luciana Cima. O tabagismo também é um agravante, assim como o estresse. "Abandonar certos hábitos e vícios é importante para que a gestação seja tranquila e o bebê nasça no tempo certo e com saúde", destaca a especialista.

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