COMO SÃO AFERIDOS OS GASES POLUENTES DOS AUTOMÓVEIS

Por O Dia

O programa de inspeção ambiental de controle de emissão de gases poluentes do Rio começou em 1998 por meio de um convênio de cooperação técnica firmado em 1998 entre a Feema e o Detran-RJ. O procedimento se dá por meio de uma simulação de trânsito. O motorista acelera o carro durante 30 segundos, a fim de que o motor atinja de 2.300 rpm a 2.700 rpm para, em seguida, desacelerá-lo, reproduzindo a situação de estar parado num sinal ou engarrafamento. Daí, é introduzida uma sonda no cano de descarga para medir a emissão de monóxido de carbono e hidrocarbonetos. O índice de tolerância varia conforme o ano de fabricação e o combustível do veículo. Automóveis fabricados desde 2006 com motores flex não podem lançar mais do que 100 partes por milhão (ppm) para hidrocarbonetos e 0,3% de monóxido de carbono produzidos a partir da queima de combustível.

Para professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Marcio D'Agosto, a melhoria da qualidade do ar no Rio seguirá evoluindo na medida que haja investimentos em transporte e substituição do método de propulsão do veículos. "Nos transportes, temos que investir no aperfeiçoamento daqueles de maior capacidade, melhorar a intermodalidade e a gestão, para atendermos a demanda com qualidade. Nos ligações locais, viabilizar a cidade para o transporte ativo, que é a bicicleta ou até mesmo a caminhada. Quanto ao uso do automóvel, temos que partir de fato para a eletrificação, pois tais carros são mais eficientes e não emitem poluentes", contextualiza.

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