'São diversas ações para 'estancar a sangria''

Por Walter Maierovitch

Como entusiasta da Lava-Jato, de que forma o senhor avalia as denúncias de Tacla Durán e as críticas de exagero?

Acredito que toda acusação deve ser investigada. Os juízes e policiais federais são passíveis de erros, assim como o Ministério Público. Ninguém está acima da lei.

E o senhor considera algum erro em julgamentos da operação?

Não classifico erros. O aperfeiçoamento é necessário, aumentar o espectro das investigações para não deixar nenhum crime impune. Mas sempre dentro dos princípios legais, com o direito da ampla defesa.

Em 2018, ano de eleições, como o senhor avalia o futuro da Lava Jato?

Eu vejo com muita preocupação. São diversas ações para "estancar a sangria", deter a Lava Jato, como disse o senador Romero Jucá, em benefício ao poder de ladrões. É inaceitável a vitória do crime, é concordar que ele sempre compensa.

A troca de comando da Polícia Federal seria uma das medidas para barrar as investigações?

Na minha concepção, sim. Pelo próprio discurso de posse do novo diretor, Fernando Segovia, em que ele mais agradeceu ao Temer do que assumiu um compromisso de combate à corrupção. Isso me espanta. Precisamos de uma verdadeira reforma política, uma nova Constituição, nova República, em que o povo seja realmente representado. Como colocou o sociólogo Max Weber, política é serviço, não é profissão.

Comentários

Últimas de Brasil