Menos um pepino para a ministra Luislinda Valois

Tucana devolveu R$ 13,4 mil recebidos indevidamente e teve caso arquivado

Por O Dia

Ministra Luislinda Valois
Ministra Luislinda Valois - Wilson Dias/Agência Brasil

A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu arquivar as investigações contra a ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois (PSDB), após ela devolver aos cofres públicos cerca de R$ 13,4 mil recebidos indevidamente em pagamentos de diárias em uma viagem a Israel.

"O elemento central que conduziu a decisão (de arquivamento) foi a devolução", disse o presidente da Comissão, Mauro Menezes. Segundo ele, a ministra identificou que seu gabinete havia cometido as incorreções, e considerou que ela não foi a agente direta da deliberação.

PRESSÃO DO PARTIDO

Também foram avaliadas as declarações polêmicas de Luislinda em que ela pediu para receber R$ 61,4 mil sob alegação de "trabalho escravo". Para Menezes, "não houve indício de violação ética" apesar do caráter "reprovável".

Na convenção do PSDB, no sábado, dirigentes cobraram a saída de Luislinda. Eles afirmam que ela não dá satisfação alguma ao partido. "Está causando constrangimento para o governo e para o PSDB. Deveria ter simancol e sair. No momento em que o mote é o combate aos privilégios, ela vem dizer que R$ 33 mil por mês é escravidão?", desabafou o secretário-geral do partido, Marcus Pestana (MG).

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