Carlos Marun visitou o aliado preso na Superintendência da Polícia Federal do Rio - Valter Campanato/Agência Brasil
Carlos Marun visitou o aliado preso na Superintendência da Polícia Federal do RioValter Campanato/Agência Brasil
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Conhecido por ser da 'tropa de choque' do governo e também um ferrenho aliado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o peemedebista Carlos Marun disse ontem, ao assumir a Secretaria de Governo, que será um "soldado" de Michel Temer e que o presidente é um exemplo que é possível fazer política com "honra e dignidade". "Serei e sou a partir deste momento um soldado sob o vosso comando", disse.

Deputado de primeiro mandato federal, Marun afirmou que durante os três anos de convivência no Parlamento conquistou a "confiança da base" e o "respeito da oposição" e disse que terá como maior desafio tentar ajudar o governo a aprovar a Reforma da Previdência.

"Assumo essa função consciente disso", declarou o ministro, ressaltando que é preciso de uma "previdência mais justa e menos desigual".

Reforçando o discurso de que a reforma visa a combater privilégios, Marun afirmou que com a sua aprovação a economia vai melhorar ainda mais e com isso 2018 pode ser um "ano histórico" de "espetacular crescimento". "Que só é válido se trouxer felicidade ao povo brasileiro", completou.

O político também agradeceu ao antecessor, Antonio Imbassahy (PSDB), que deixou o cargo semana passada pressionado pelo partido, recém-saído do governo.

A cerimônia de transmissão do cargo chegou a ser marcada e postergada duas vezes na quinta-feira, por problemas de saúde do presidente, e no início do mês, por causa da crise do governo com a indefinição sobre o desembarque do PSDB.

Temer confiante em aprovar reforma em fevereiro
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O presidente Michel Temer disse ontem, na posse de Marun, que o adiamento da votação da Reforma da Previdência para 19 de fevereiro foi "ótimo", porque a matéria é "difícil" e os deputados vão perceber, durante o recesso, que não há "oposição feroz" quanto ao tema.
"Nós estamos empenhados. 'Ah, vai ficar para fevereiro'. Ótimo. Fevereiro porque nós não temos votos. Não queremos constranger deputados e senadores. Acho que temos a compreensão, ainda que oculta, dos líderes da oposição", afirmou Temer.
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O presidente citou as oscilações no mercado financeiro. "Eu vejo hoje que há certo desalento, a ideia de que vai dar tudo errado, pode ser que os juros subam, que a inflação volte, que a economia não prospere. Digo aqui em alto e bom som: Nós vamos aprovar a Previdência no Congresso, não temos dúvida disso."
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