Por
Publicado 15/12/2017 19:54 | Atualizado 16/12/2017 21:42

Acusado de lavar mais de R$ 50 milhões, o ex-advogado da Odebrecht e da UTC Rodrigo Tacla Durán causou um alvoroço ao fazer sérias denúncias dos bastidores da Operação Lava Jato.

Em depoimento no fim de novembro à CPI da JBS, Durán incrimina o advogado Carlos Zucolotto Jr, ex-sócio da esposa do juiz federal Sergio Moro e padrinho de casamento do casal, de oferecer delação premiada com pagamento de caixa 2. O acordo reduziria a multa de US$ 15 milhões para US$ 5 milhões, com a condição de Durán pagar US$ 5 milhões "por fora", a título de honorários, porque "havia o pessoal que ajudaria nessa tarefa". Nesse pacote constaria ainda a prisão domiciliar em lugar do regime fechado

Os procuradores Júlio Noronha e Roberson Pozzobon teriam lhe enviado o esboço da colaboração, conforme os termos propostos por Zucolotto. O réu apresentou à CPI imagens periciadas da conversa com o advogado.

Por considerar que estava sendo extorquido, além do risco de ser preso preventivamente, Durán decidiu não aceitar o negócio e se mudou para a Espanha, onde tem dupla cidadania, com a família.

Força-tarefa responde

Moro declarou, por meio de nota, ser "lamentável que a palavra de um acusado foragido da Justiça brasileira seja utilizada para levantar suspeitas infundadas".

Tacla Durán também acusa o ex-procurador Marcello Miller de oferecer colaboração "à la carte": uma lista de políticos que poderia incriminar. A cooperação não pode ser induzida.

Miller nega. "Ele é um enganador: enganou a Lava Jato com argumentos artificiosos para deixar o país; e agora tenta enganar o Congresso com estórias estapafúrdias."

As denunciações serão averiguadas pelo Ministério Público. O jurista Walter Maierovitch acredita em um conchavo contra a operação.

Você pode gostar

Comentários

Publicidade

Últimas notícias