Tapioca: um negócio de sogra para genro

Por O Dia

 Luiz Carlos toca as barracas que eram da sogra, a Elza da Tapioca
Luiz Carlos toca as barracas que eram da sogra, a Elza da Tapioca - Divulgação

Para fechar o ano de 2017, a coluna #TôNaFeira fala de um sabor nordestino que ganhou o Brasil: a tapioca. Luiz Carlos dos Santos, de 35 anos, conta que está na feira há 10 anos vendendo tapioca. "Eu trabalhava em gráfica antes de ser feirante. Estou na feira desde 2007", revela, orgulhoso de dar continuidade ao negócio que sua sogra começou há 40 anos na Feira de São Cristóvão.

"Aqui, eu não sou o Luiz e sim o genro da Dona Elza da Tapioca, que é mãe da minha esposa, Vanusa. Minha sogra faleceu em 2010, e nós não deixamos isso acabar. A Barraca da Elza e Tapioca das Meninas são duas barracas que demos continuidade", conta Luiz.

Ele brinca que "tapioca não tem crise" e é categórico ao enumerar os sabores que mais saem. "O sabor que mais vendemos aqui é a doce, tapioca de coco, coco com leite condensado e de chocolate. Quando falamos nos sabores salgados, as que lideram são a de queijo, queijo com presunto e frango com requeijão", afirma o feirante, que entrega um dos segredos de sua barraca: "A mão tem que ser leve e não pode deixar a tapioca passar do ponto quando ela começar a soltar da panela", afirma.

Se depender de Luiz e sua família, a tapioca sempre será a protagonista e quitute da Feira de São Cristóvão. "Tapioca é lanche, sobremesa, café da manhã e até jantar. Aqui temos muitos sabores, mais de 20, até de ovo eu já fiz, o freguês manda", finaliza.

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