ENSINO PARA empreendeR

Confederação Brasileira de Empresas Juniores divulga ranking com as universidades que oferecem melhores condições para inovação

Por Bernardo Costa

Capa negócios
Capa negócios - ARTE: LUIZA ERTHAL

Reguladas em abril do ano passado pela Lei 13.267, as empresas juniores, que promovem a ponte entre a universidade e o mercado de trabalho, hoje estão presentes em 113 universidades, com a participação de 16 mil alunos. O levantamento é da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior), que divulgou o Índice das Universidades Empreendedoras de 2017. Entre junho e agosto, mais de 10 mil estudantes foram ouvidos na pesquisa, que gerou o ranking das universidades mais empreendedoras do país.

Durante o levantamento, foram avaliados critérios que determinam um ambiente estudantil favorável ao empreendedorismo, em 55 universidades. Além da presença das empresas juniores, a análise levou em consideração aspectos como infraestrutura, investimento, inovação, programas de extensão e intercâmbio e desenvolvimento de pesquisas.

A Universidade de São Paulo ficou em primeiro lugar. Do Rio, aparecem na lista a PUC-Rio (5º lugar), UFRJ (11°), UFF (19º), Uerj (30º) e UFRRJ (50º). Segundo Klynsmann Bagatini, coordenador-geral do estudo, a proposta do índice é apresentar um diagnóstico. "Queremos identificar aspectos positivos que possam ser fortalecidos e pontos fracos que devem ser solucionados. Além disso, nos preocupamos em trazer para o estudo iniciativas de sucesso que estão sendo praticadas nas universidades", explica.

Dentre os cases verificados, está o Instituto Gênesis, da PUC-Rio, uma incubadora de negócios formada por alunos e professores para desenvolver empreendimentos inovadores. Para Klynsmann, o isolamento dessas iniciativas é um ponto que precisa ser melhorado em todas as instituições analisadas. "Há diversos cases de sucesso espalhados pelo país, mas que são pouco conhecidos até mesmo dentro da universidade. É urgente que haja uma integração maior dessas iniciativas empreendedoras, buscando conexões com agentes que atuam em prol do empreendedorismo dentro e fora da comunidade acadêmica".

EMPRESAS JUNIORES

A PUC, melhor colocada no Rio, ainda se destacou em quesitos como infraestrutura e programas de intercâmbio. Já a UFRJ, segunda melhor pontuada no estado, apresentou bons resultados nos programas de extensão. Desse eixo de avaliação fazem parte as empresas juniores. Na UFRJ, uma delas é a Fluxo Consultoria, formada por alunos de Engenharia que, a partir da orientação de professores, colocam em prática o que aprendem em sala de aula.

"De outubro de 2016 a setembro de 2017 prestamos consultoria para 98 projetos de Engenharia. Num dos trabalhos, os alunos desenvolveram um software para ajudar no gerenciamento de uma empresa de drenagem urbana", diz Ana Thaís, presidente da Fluxo Consultoria.

Na UFF, a Pacto Consultoria é formada por alunos de Administração. Ela é uma das 12 empresas juniores em atividade na instituição. "A maior parte dos clientes que atendemos este ano foram pessoas físicas interessadas em abrir o próprio negócio. Os alunos prestaram consultoria em assuntos como viabilidade técnica e financeira e pesquisa de mercado", conta Dafne Borges, presidente da Pacto Consultoria.

Segundo o coordenador-geral do estudo, houve dificuldades em coletar dados na Uerj e na UFRRJ. Apesar da má colocação, as instituições se destacaram em pesquisa e cultura empreendedora, respectivamente. "Elas poderiam estar melhor, se tivéssemos acesso a todos os dados", diz Klynsmann Bagatini.

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