Grêmio sofre, mas se classifica para a final

Gol da vitória sobre o Pachuca só sai na prorrogação, com Everton. Real Madrid e Al Jazira fazem hoje a outra semifinal

Por O Dia

Herói: Everton ergue os braços após marcar o gol da vitória sobre o Pachuca. Ele foi eleito o melhor em campo
Herói: Everton ergue os braços após marcar o gol da vitória sobre o Pachuca. Ele foi eleito o melhor em campo - AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE

Um gol salvador de Everton, aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação, livrou o Grêmio do dissabor de uma eliminação precoce e levou a equipe à final do Mundial de Clubes sábado, contra Real Madrid ou Al Jazira, que jogam hoje, em Abu Dhabi. Mas a vitória por 1 a 0 sobre o Pachuca, no Estádio Hazza Bin Zayed, foi mais difícil do que se imaginava, com direito a muita tensão em um duelo equilibrado, no qual o time de Renato Gaúcho, nervoso, parece ter sentido o peso da estreia.

"É uma semifinal de Mundial, todo detalhe é importante. Mais uma vez, o grupo honrou em campo. Eles estavam nervosos, tínhamos que jogar futebol. É final de ano, o time está cansado. Mas superamos mais um grande adversário", frisou o treinador.

Sem Arthur, lesionado, Jailson e Michel ficaram presos à marcação, o que dificultou as investidas do Grêmio. No primeiro tempo, o Pachuca teve a bola, mas pouco ameaçou. O Grêmio assustou em faltas de Edílson e Fernandinho. Honda perdeu duas chances ao ser travado por Bruno Cortez. E só.

No segundo tempo, a tônica se manteve. Muita transpiração e pouca inspiração. O Pachuca segurava a bola e o Grêmio pouco criava. Urretaviscaya assustou Marcelo Grohe. Luan fez o mesmo com Pérez. Edílson ainda bateu falta em que a bola tocou a rede pelo lado de fora. A melhor chance, porém, foi do Pachuca, com, Guzmán, aos 34, em cabeçada rente à trave.

O alívio só veio aos quatro minutos da prorrogação, quando Cortez bateu lateral rapidamente para Everton, que substituíra Michel. Ele passou pelo marcador, entrou na área e bateu forte, com efeito, no ângulo de Pérez. Com a vantagem, o Grêmio pôs os nervos no lugar, valorizou a posse de bola e conteve o ímpeto do Pachuca, que ainda teve Guzmán expulso, para manter vivo o sonho do bicampeonato mundial.

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