Fla revive a dor de outro vice em um Maracanã lotado

Time rubro-negro luta, sai na frente, mas permite empate do Independiente e perde a chance de conquistar um título internacional depois de 18 anos

Por Vitor Machado

De volta ao time titular, Everton teve boa atuação no ataque e 
na lateral
De volta ao time titular, Everton teve boa atuação no ataque e na lateral - Alexandre Brum / Agência O Dia

O Flamengo não conseguiu vencer o Independiente e ficou com o vice-campeonato da Sul-Americana. O empate em 1 a 1 com o time argentino, ontem, no Maracanã, valeu como derrota a equipe de Avellaneda havia vencido por 2 a 1 a partida de ida. Embora o Rubro-Negro tenha chegado à final da competição continental e da Copa do Brasil, o saldo, para a torcida, foi negativo em 2017. A conquista do Campeonato Carioca e a classificação à fase de grupo da Libertadores não foram suficientes.

E isso ficou claro quando, ao apito final, os rubro-negros gritaram "vegonha, time sem vergonha." O jejum de títulos internacionais de 18 anos foi renovado. No aniversário de 36 anos do Mundial de 1981, o Flamengo fracassou na tentativa de voltar a brilhar além das fronteiras brasileiras.

Desde o início, a torcida empurrava o time. A música que lembra a conquista em Tóquio e os gritos de "vai pra cima deles, Mengo" dominavam o ambiente. O time de Reinaldo Rueda recebia a energia da arquibancada e a traduzia em intensidade dentro de campo.

A vantagem do Independiente caiu aos 29 minutos do primeiro tempo. Diego levantou a bola na área, em cobrança de falta, Juan desviou de cabeça, Réver, pela esquerda, cruzou, e Lucas Paquetá abriu o placar. Festa no estádio.

A alegria, porém, durou pouco. Dez minutos depois, Meza recebeu passe em profundidade e foi derrubado por Cuéllar dentro da área. O time do Flamengo reclamou muito, mas o árbitro de vídeo confirmou a penalidade. Na cobrança, Barco deslocou César e marcou o gol do título.

No segundo tempo, o Flamengo não desistiu. Paquetá, logo aos 2, quase resolveu sozinho. Onze minutos depois, já com Vinicius Júnior em campo, Juan salvou em cima da linha o que seria o segundo gol do Independiente.

No final do jogo, o Rubro-Negro, que nunca desistiu, quase conseguiu a vitória, em finalização de Réver para fora, aos 47.

A exemplo do que aconteceu na decisão da Supercopa dos Campeões da Libertadores, em 1995, faltou somente um gol para o Flamengo levantar a taça no Maracanã. O jejum do clube continua. Desta vez, porém, o time, agora comandado por Reinaldo Rueda, mostrou força para chegar até a final de uma competição internacional.

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Réver grita de dor após levar vantagem no lance que originou o gol rubro-negro Alexandre Brum / Agência O Dia
De pênalti, Barco manda a bola para a rede e garante o título ao Independiente no Maracanã Alexandre Brum / Agência O Dia
De volta ao time titular, Everton teve boa atuação no ataque e na lateral Alexandre Brum / Agência O Dia

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