Na segunda-feira, 54 legisladoras democratas pediram uma investigação do presidente por assédio
Na segunda-feira, 54 legisladoras democratas pediram uma investigação do presidente por assédioAFP/SAUL LOEB
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou ontem as mulheres que o acusam de assédio sexual, denunciando suas "falsas acusações e histórias inventadas".
Três mulheres que afirmam ter sido assediadas pelo republicano antes de sua candidatura à Presidência pediram na segunda-feira para o Congresso abrir uma investigação sobre o comportamento do chefe de Estado.
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Rachel Crooks, Jessica Leeds e Samantha Holvey, que o já denunciaram durante a campanha de 2016, apareceram na TV americana NBC para exigir que o presidente seja responsabilizado por seus atos.
Crooks, ex-recepcionista na Torre Trump de NY, afirma que ele a beijou em 2005 após se apresentar. Leeds disse que Trump a apalpou em um voo comercial, e Holvey alega que o presidente apareceu nos bastidores do Miss Estados Unidos, quando ela e outras participantes estavam nuas.
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Ontem, Trump contra-atacou no Twitter, assinalando seus opositores democratas por incitar as mulheres a falar com jornalistas sobre o suposto assédio.
"Apesar das milhares de horas desperdiçadas e dos milhões de dólares gastos, os democratas não conseguiram mostrar nenhum conluio com a Rússia e agora estão passando para as acusações falsas e histórias inventadas de mulheres que não sei quem são e/ou nunca conheci. NOTÍCIAS FALSAS!", tuitou.
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Um total de 16 mulheres denunciou publicamente Trump por má conduta, que se gabou em uma fita que poderia beijar e apalpar mulheres impunemente devido à sua fama.
Só neste mês, três congressistas americanos anunciaram que vão deixar seus cargos após serem acusados de conduta sexual imprópria.
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Eleições no Alabama põem Trump à prova
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Os cidadãos do Estado do Alabama (EUA) votaram ontem para escolher seu segundo senador.
A disputa é entre um republicano acusado de ter assediado menores e um democrata, que quer conquistar o estado conservador, em uma votação que põe à prova a popularidade do presidente Trump.
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A polêmica a respeito de Roy Moore criou um debate dentro do Partido Republicano e abriu a possibilidade para que a vaga passe para as mãos dos democratas pela primeira vez em anos.
Se Moore ganhar, os republicanos poderão acabar 'manchados' pelo escândalo. Se perder, a maioria no Congresso americano ficaria com 51 dos cem assentos, margem reduzida para assegurar a aprovação das propostas.
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"Preciso que o Alabama vote em Roy Moore", repetiu Trump. O candidato teria assediado dois menores na década de 1970. Ele adotou a estratégia trumpista e qualificou de "fake news" as acusações.