Muçulmanos querem Jerusalém como capital

Comunicado é reação à decisão de Trump a favor de Israel para a Cidade Santa

Por O Dia

Na Jordânia, cristãos e muçulmanos se uniram em procissão de protesto contra a questão de Jerusalém
Na Jordânia, cristãos e muçulmanos se uniram em procissão de protesto contra a questão de Jerusalém - AFP/Ahmad ABDO

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e líderes muçulmanos reunidos em Istambul pediram ontem ao mundo o reconhecimento de Jerusalém Oriental como "capital da Palestina", em reação à decisão americana de reconhecer a Cidade Santa como capital de Israel.

"Proclamamos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos os outros países a reconhecer", assinalou um comunicado.

A maioria dos países árabe-muçulmanos já confirmou Jerusalém Oriental como a capital palestina. "Rejeitamos e condenamos firmemente a decisão irresponsável, ilegal e unilateral do presidente dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a suposta capital de Israel. Consideramos essa decisão nula e sem valor", acrescentou o texto.

Também declararam que a decisão de Trump alimenta "o extremismo e o terrorismo". "É uma sabotagem deliberada a todos os esforços destinados a alcançar a paz. Alimenta o extremismo e o terrorismo e ameaça a paz e a segurança mundiais", declararam os líderes muçulmanos.

O presidente turco garantiu que "não aceitamos qualquer papel dos Estados Unidos" no processo de paz.

Palestinos pressionam por resolução na ONU

Diplomatas palestinos pressionam para que o Conselho de Segurança da ONU vote projeto de resolução que rejeite a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, apesar do provável veto dos Estados Unidos. O embaixador palestino, Riyad Mansour, que tem status de observador na ONU, disse que o texto exortará os EUA a anular a decisão sobre Jerusalém.

Os Estados Unidos ficaram isolados no Conselho de Segurança semana passada, quando os outros 14 membros incluindo Grã-Bretanha, França e Itália condenaram a decisão, que rompe com o consenso internacional sobre Jerusalém.

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