Enquanto isso, no Peru, PPK se envolve na Lava Jato

Por O Dia

PPK nega as acusações
PPK nega as acusações - AFP

A oposição parlamentar prepara cuidadoso processo para destituir o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, acusado de receber propina da Odebrecht, como parte de um escândalo que atinge várias figuras políticas latino-americanas.

Grupo de legisladores reuniu ontem as 26 assinaturas necessárias para solicitar o debate no Plenário do Congresso de pedido para declarar "a permanente incapacidade moral do presidente" e "a vacância da Presidência".

O pedido questiona o fato de que Kuczynski tenha negado de início, e de maneira insistente, vínculos com a empreiteira, algo depois desmentido pela própria Odebrecht.

"Essa ação coloca em evidência a falta de verdade no presidente, o que constitui uma incapacidade moral", diz o texto assinado por parlamentares de várias bancadas opositoras, entre eles os da Força Popular, que controla o Congresso.

"Não vou abdicar da minha honra, dos meus valores, nem das minhas responsabilidades como presidente", respondeu o chefe de Estado, um ex-banqueiro de Wall Street de 79 anos, em discurso quinta-feira. Ele assegurou que comparecerá a uma comissão investigadora do Congresso e colaborará com a Procuradoria. Também pediu que seja retirado o segredo bancário "para que revisem tudo o que quiserem". "Não vou me deixar ser amedrontado". PPK tomou posse em julho de 2016.

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