Pela 2ª vez, Piñera substituirá a socialista Michelle Bachelet - AFP/CLAUDIO REYES
Pela 2ª vez, Piñera substituirá a socialista Michelle BacheletAFP/CLAUDIO REYES
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Publicado 18/12/2017 17:38 | Atualizado 18/12/2017 22:05

O Chile escolheu no domingo seu novo presidente. O candidato conservador, Sebastián Piñera, foi o vencedor das eleições presidenciais contra o governista Alejandro Guillier, o que representa o retorno da direita ao comando do país pela segunda vez em meio século, e uma mudança no cenário político da América Latina.

Piñera já presidiu o Chile entre 2010 e 2014 e vai substituir a socialista Michelle Bachelet. Detentor de uma fortuna de cerca de US$ 2,7 bilhões, segundo a revista 'Forbes', ele venceu o segundo turno com 54% dos votos, uma vantagem inesperada em relação a Guillier, que prometia dar continuidade às políticas esquerdistas.

Com a eleição do magnata, o Chile repetirá em março a transição presidencial de Bachelet e Piñera, já que a atual presidente já havia governado entre 2006 e 2010.

"Serei o presidente da unidade, o presidente de todos e para todos os chilenos", comemorou o vencedor.

Os eleitores da esquerda manifestaram preocupação com o futuro das reformas sociais aprovadas. Piñera disse que manteria o ensino universitário gratuito apenas aos 260.000 alunos já contemplados, mas ofereceu 90% de bolsas para os estudantes de institutos técnicos.

A composição do Congresso faz antever, porém, que ele será obrigado a alcançar acordos com a nova oposição.

Entre as principais propostas do novo presidente estão: levar o Chile ao clube dos países desenvolvidos até 2025; estabilizar a dívida pública, atualmente em 23,8%; criar 700 mil empregos; reduzir a tributação para as empresas e aprovar a Reforma da Previdência.

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