O Sindigás responde

Por Sergio Bandeira de Mello Presidente do Sindigás

Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás
Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás - Divulgação

Em relação ao artigo "Gás à mesa", de autoria do deputado Marco Antônio Cabral [Opinião, sexta-feira], o Sindigás esclarece os consumidores deste produto essencial, presente em 60 milhões de lares brasileiros, que:

1) O gás do botijão de 13 quilos tem sido reajustado por decisão da Petrobras, que, de acordo com a sua última política de preços definida para o produto, busca acompanhar as oscilações do gás no mercado internacional, uma vez que parte do produto é importada.

2) As companhias distribuidoras são, desta forma, obrigadas a incorporar em seus custos os reajustes da Petrobras, que é a única fornecedora de gás para as companhias.

3) É inadmissível qualquer acusação genérica de existência de cartel, visto que as empresas estão submetidas às normas de diversos organismos governamentais, entre estes a ANP, que monitora semanalmente os preços. O Sindigás e suas empresas associadas defendem as boas práticas concorrenciais de mercado e não toleram acusações infundadas nesse sentido. Elas são graves e requerem a apresentação de evidências aos organismos de investigação, entre os quais a própria ANP.

4) São indefensáveis medidas que possam colocar em risco a segurança do consumidor, em nome de falsas promessas de redução de preços e facilidade de acesso. Os mais de 100 milhões de botijões existentes no Brasil foram construídos para enchimento em processo industrial sob rigorosas condições de segurança, mediante rotinas de inspeção dos vasilhames e de uma série de testes que os postos de combustíveis não conseguiriam executar. Qualquer iniciativa que leve nessa direção é, no mínimo, temerosa.

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