Para secretário, tarifa correta dos ônibus do Rio é de R$ 3,09

Prefeito, no entanto, promete a empresários contratar estudo para definir preço

Por GUSTAVO RIBEIRO

A passagem municipal teve duas reduções de R$ 0,20 este ano por ordem da Justiça, caindo para R$ 3,40
A passagem municipal teve duas reduções de R$ 0,20 este ano por ordem da Justiça, caindo para R$ 3,40 - Maíra Coelho/ arquivo

O prefeito Marcelo Crivella se comprometeu ontem com empresários de ônibus a contratar uma consultoria independente para definir qual deve ser o valor de uma tarifa justa no município do Rio. A reunião aconteceu após o sindicato das empresas, Rio Ônibus, solicitar avaliação técnica sobre as passagens na semana passada. Depois do encontro, entretanto, o vice-prefeito e secretário de Transportes, Fernando Mac Dowell, afirmou na Câmara dos Vereadores que estudo feito por ele no início do ano concluiu que a tarifa correta seria de R$ 3,09 (R$ 0,31 menor que os atuais R$ 3,40).

A prefeitura explicou que o novo estudo será realizado pela empresa PrecewaterhouseCoopers (PwC) e que será concluído em até seis semanas. O presidente do Rio Ônibus, Cláudio Callak, propôs ao prefeito que o resultado da auditoria seja antecipado para quatro semanas para não ultrapassar o prazo contratual do reajuste tarifário, previsto para a primeira semana de janeiro. "A gente acertou um acordo de cavalheiros de que o prefeito conversaria com a Price para ela tentar acelerar o processo para termos até o dia 31 de dezembro um cálculo justo", afirmou.

A PwC é a mesma consultoria internacional contratada em 2014 pelo ex-prefeito Eduardo Paes, que concluiu que a prefeitura ficava na mão dos empresários quando precisava tomar ações importantes, como a revisão tarifária, na gestão passada. Conforme divulgado em setembro, os peritos da empresa estimaram que a tarifa, de R$ 3 naquele ano, poderia ter sido reduzida de R$ 1,05 a R$ 2,05 se medidas como redução de custos e melhor eficiência no planejamento das linhas fossem tomadas. A auditoria custou R$ 11,768 milhões, dos quais R$ 11,304 milhões foram pagos na gestão de Paes.

Crivella combinou novos encontros com o Rio Ônibus para acompanhamento dos estudos da PwC nas próximas semanas. A reunião com os empresários estava marcada para as 16h de segunda-feira, mas Callak afirmou que eles esperaram até as 21h30 e não foram recebidos pelo prefeito, que alegou ter se equivocado sobre a agenda. A prefeitura informou que não há como antecipar o preço da auditoria.

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