Cabral: anel de R$ 800 mil foi presente de puxa-saco

Declaração em depoimento veio um dia depois de empresário dizer que joia foi contrapartida para participar de reforma do Maracanã

Por O Dia

Vídeo mostra Cabral saindo do presídio em Benfica para depor
Vídeo mostra Cabral saindo do presídio em Benfica para depor - REPRODUÇÃO DE WHATSAPP

O ex-governador Sérgio Cabral Filho disse que o anel de cerca de R$ 800 mil (220 mil euros) comprado pelo dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, para a então primeira-dama driana Ancelmo, em Nice, na França, "foi um presente de puxa-saco", dado para agradá-lo. Cabral também declarou que o empresário mentiu no depoimento de segunda-feira ao dizer que o objeto foi um "anel de compromisso" com o ex-governador. A contrapartida ao mimo, segundo Cavendish, teria sido a participação da Delta nas obras de reforma do Maracanã para a Copa de 2014.

"Esse pobre sujeito está desesperado por esta acusação de ter lavado mais de R$ 300 milhões. Ele vai mudando a versão dele de acordo com os interesses da acusação. Ele me deu a oportunidade de dizer ao senhor (juiz Marcelo Bretas) que ele é um mentiroso. Ele me entregou o anel de presente, um presente de puxa-saco, querendo me agradar e que foi devolvido", disse Cabral, em interrogatório ontem, à tarde, para a 7ª Vara Federal Criminal.

O ex-governador citou ainda frase atribuída ao ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros (1901-1969) ao dizer que não era igual ao político paulista, "que rouba, mas faz". Cabral afirmou que não houve superfaturamento nas obras do Maracanã e colocou a culpa na gestão de Luiz Fernando Pezão, seu ex-vice e aliado, pelos problemas na concessão do estádio. Vídeo mostrou Cabral, mais magro, deixando a cadeia de Benfica para depor.

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