SELFIES DE POLICIAIS
SELFIES DE POLICIAISREPRODUÇÃO WHATSAPP
Por ADRIANA CRUZ
A Corregedoria Interna da Polícia Civil vai punir a farra das selfies de agentes durante as prisões do traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, e do cantor e compositor Naldo Benny, acusado de agredir a sua mulher, Ellen Pereira Cardoso, a Mulher Moranguinho, e porte ilegal de arma, mas que foi solto após pagar fiança.
Recordações sobre os dois casos não faltam à policial Mirian Glória Carvalho dos Santos. Ela participou da captura de 157 e tirou fotos com ele na Cidade da Polícia Civil, ainda pela manhã, no Jacarezinho, Zona Norte. Prestou depoimento sobre a conduta reprovável na Corregedoria às 12h24, mas à tarde não perdeu a oportunidade de ir à Delegacia de Atendimento à Mulher, na Zona Oeste, marcar presença ao lado de Naldo.
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"Estamos fazendo as oitivas. Mas houve transgressão, vamos ver à qual eles se adequam", afirmou o corregedor em exercício, Sérgio Lombra, que instaurou ontem uma Sindicância Administrativa. Duas possibilidades estão sendo estudadas. A primeira que consta no Estatuto do órgão é se exibir em local público ou manter relação de amizade com pessoas de má reputação, cuja a pena é de um a 15 dias de suspensão, ou desrespeitar os direitos e garantias individuais dos presos, punindo de 41 a 90 dias.
Tanto Mirian, lotada na 41ª DP (Tanque), quanto Roberta Duarte Neto da Silva, foram ouvidas ontem. Elas tiraram fotos com Rogério 157. Mirian justificou a conduta porque estava orgulhosa da prisão sem dar um único tiro. Lembrou até que o criminoso falou que ela era "famosinha no Instagram". Alega também que as imagens foram autorizadas pelo Gabriel Ferrando, titular da 12ª DP (Copacabana).
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OUVIDA DE NOVO
Como Mirian foi ouvida antes das fotos com Naldo, ela será convocada novamente a prestar depoimento na Corregedoria. Já Roberta, que faz parte da equipe da 12ª DP, sustenta que só fez a foto por motivo de orgulho, mas que se arrependeu da atitude. Ela revelou ainda que postou a recordação em um grupo fechado chamado 'As Gloriosas', que seria só de policiais mulheres, e que nunca imaginou que as fotos ganhariam as redes sociais. A policial mostrou-se muito arrependida com a proporção que o caso tomou, principalmente, por questões de segurança dos agentes.