Estudantes protestam contra corte no passe livre

Alunos da rede federal de ensino terão benefício suspenso a partir de janeiro. Alerj fará audiência semana que vem para tratar do caso

Por ASSINATURA REPÓRTER

Centenas de alunos exibiram cartazes em frente à Assembleia
Centenas de alunos exibiram cartazes em frente à Assembleia - Kaue Pallone/Parceiro/Agência O Dia

Prestes a perderem o passe livre nos ônibus intermunicipais, barca, trem e metrô, centenas de estudantes da rede federal protestaram ontem, contra o corte, que valerá a partir de janeiro de 2018. O ato, organizado pela Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio, terminou na Alerj, onde os alunos foram recebidos por deputados.

"Nossa pauta é a garantia de acesso às escolas", declarou Rodrigo Cortines, 17 anos, do Conselho Superior do Colégio Pedro II e aluno da unidade de São Cristóvão. Uma audiência pública para discutir o tema foi marcada para semana que vem na Alerj.

Em maio deste ano, o estado pediu ao RioCard a suspensão do passe livre dos estudantes das redes municipal e federal. No documento enviado à Fetranspor, a Secretaria Estadual de Transportes comunicou que a de Educação (Seeduc) não atestaria ou ressarciria valores relativos às gratuidades de estudantes de fora da rede estadual a partir do ano letivo de 2017, mas o prazo foi prorrogado até o fim deste ano.

O aluno Gabriel Araújo, que também é da unidade São Cristóvão, e morador de São João de Meriti, utiliza três ônibus para ida ao colégio e outras duas passagens na volta, além do metrô. "Vou gastar R$ 600 e não tem como arcar com esses custos".

Em nota, a Seeduc informou que a legislação do estado prevê o pagamento apenas para alunos das redes estadual e municipal e cada poder tem arcado com os gastos. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, alega que o passe Livre é um programa do governo local do Rio e não do MEC.

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