Prisão por desvio de verba

Contratos ilícitos em Cabo Frio seriam nas áreas de iluminação, limpeza e ambulâncias

Por GUSTAVO RIBEIRO

Cláudio Moreira foi preso apontado como chefe do esquema
Cláudio Moreira foi preso apontado como chefe do esquema - DIVULGAÇÃO

A Polícia Federal desmantelou uma organização criminosa que, segundo investigação iniciada em fevereiro, desviou entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões da Prefeitura de Cabo Frio em contratos ilícitos para serviços de limpeza, iluminação pública e aluguel de ambulâncias. Cláudio de Almeida Moreira, presidente da Comsercaf, autarquia responsável por atividades de conservação e manutenção no município, foi preso anteontem apontado como chefe do esquema.

Outras três pessoas foram presas na Operação Basura (lixo em espanhol), que teve apoio do Ministério Público, em seis municípios do estado e em Minas Gerais: Antonio Carlos Leal Carvalho Filho, Bruno Toledo e Pablo Angel Santos Rodrigues. Foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão e 13 de condução coercitiva.

Segundo as investigações, conduzidas pela PF em Macaé, a Comsercaf contratou, sem licitação, a Prime Serviços Terceirizados em janeiro. A empresa, que pertence aos presos Bruno e Pablo e tem sede em Alfenas (MG), foi contratada por quase R$ 3 milhões mensais para a limpeza pública sem capacidade técnica e financeira.

"O presidente da Comsercaf buscou nos dois empresários seus parceiros para a empreitada criminosa. Como empresa com capital de R$ 200 mil é escolhida para um contrato de mais de R$ 3 milhões?", disse o delegado federal Felício Laterça. Segundo ele, Antonio Carlos contratava funcionários fantasmas para a Comsercaf. "Identificamos duas pessoas com salários em torno de R$ 4,8 mil que não trabalhavam. R$ 500 eram tirados para um laranja que emprestava seu nome, pegava parte para ele e dava R$ 3 mil para agente público."

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