Corregedoria investiga comandante do 15º BPM por 'comemorar' mortes

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Por O Dia

No WhatsApp, Porto usa figuras de caixão com a frase 'vamos limpar'
No WhatsApp, Porto usa figuras de caixão com a frase 'vamos limpar' - REPRODUÇÃO/BANDNEWSFM

A Corregedoria da Polícia Militar vai apurar a conduta do comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), o tenente-coronel Sérgio Porto, que aparece em conversas de um grupo de WhatsApp comemorando os autos de resistência homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial em sua área. As imagens da conversa foram divulgadas ontem, no site da BandNews FM. No grupo, Porto utiliza figuras de caixões, bombas e aplausos para celebrar ações policiais que terminam em morte de bandidos, e repreende militares que reportam operações sem homicídios.

Procurado pela reportagem, o comandante disse que não tinha nada do que se defender e recomendou o contato com a assessoria da PM. Em nota, a Polícia Militar afirmou que o diálogo no grupo do 15º BPM "não traduz a linha de ação e orientações transmitidas pelo comando da corporação" e anunciou que a corregedoria vai apurar o caso.

Em uma das mensagens, Porto enviou a imagem de uma xícara de café com leite para zombar de um policial que relatou uma ocorrência sem mortes, a quem respondeu com a frase "não mata ninguém". Sobre outros PMs ainda sem auto de resistência, o comandante escreveu: "Temos oficiais em pendências. Quem é, sabe". Em outro trecho, ele publicou figuras de caixões com a frase "vamos limpar".

Porto assumiu o comando do 15º BPM em novembro de 2016. Uma de suas primeiras medidas foi a implantação de um sistema de meritocracia para premiar PMs mais efetivos e punir os que realizassem poucas prisões e apreensões. Em 2017, Duque de Caxias registrou 94 autos de resistência, entre janeiro e outubro o dobro de 2016, segundo dados do Instituto de Segurança Pública. A média entre 2011 e 2016 foi de 42 homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial nos dez primeiros meses de cada ano.

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