Empresário propõe que rodas de samba na praça sejam encerradas às 22h

Por O Dia

A vice-presidente do Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro, Deborah Cheyne, explicou que a ideia do encontro de hoje é discutir as questões referentes aos eventos com comerciantes e moradores da região. "Não convocamos autoridades públicas nesse primeiro momento. Queremos amarrar uma proposta com as pessoas para depois levar ao poder público e órgãos envolvidos diretamente, além, é claro, dos moradores da região", detalhou. Ela lembrou, ainda, que o samba é um patrimônio da cidade. "O samba nasceu na rua, e, por isso, não tem que ficar enjaulado. Queremos que o samba continue, pois os músicos e o público merecem", concluiu.

O presidente do Polo Novo Rio Antigo, Carlos Thiago Cesário Alvim, pede que os eventos na praça terminem às 22h para não perturbar os moradores e hóspedes de um hotel no local. "O que está acontecendo é uma vontade de ocupar os lugares. As pessoas não tem dinheiro para montar uma casa, e decidem fazer um evento no espaço público. Somos favoráveis ao samba, de forma gratuita e em espaços públicos. Mas também somos obedientes à lei", argumentou Cesário Alvim.

A Polícia Militar informou que as rodas de samba que são realizadas às sextas-feiras no local encerram-se pontualmente à meia noite, e em seguida a Comlurb realiza a limpeza da praça. O comando do 5ºBPM (Praça da Harmonia) ressaltou que envia equipe de supervisão para garantir que o horário seja cumprido. A prefeitura explicou que decreto dispensa rodas de samba de autorização prévia.

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