Cabral é condenado a mais 15 anos

Pena agora é de 87 anos. Ex-primeira-dama deixou a cadeia de Benfica para cumprir prisão domiciliar

Por O Dia

A Justiça Federal do Rio condenou, ontem, pela quarta vez o ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB). Nesta decisão, relativa à Operação Eficiência, Cabral foi sentenciado a mais 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Somadas as condenações, o peemedebista tem 87 anos de pena a cumprir. O ex-governador responde a outras 13 ações penais nas quais ainda não houve sentença.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, também condenou a ex-primeira dama do Estado Adriana Ancelmo a oito anos de reclusão, em regime semiaberto. Adriana, mulher de Cabral, foi liberada da Cadeia Pública de Benfica na manhã de ontem, após despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

As provas reunidas nas Operações Calicute e Eficiência do Ministério Público Federal apontaram que Cabral e integrantes de seu suposto esquema de corrupção promoveram lavagem de ativos no Brasil. As operações ocorreram por meio de pagamento de despesas pessoais do ex-governador e seus parentes e movimentação de valores ilícitos.

Em sua sentença, Bretas sustenta que Cabral é o principal idealizador do "audaz" esquema de lavagem de dinheiro que movimentou milhões no Brasil e no exterior. Já sobre Adriana, argumenta que a culpabilidade da ré "se mostra bastante acentuada". "Adriana, mulher de Sérgio Cabral, e membro da organização liderada por ele, usava seu escritório de advocacia para lavar o dinheiro espúrio angariado pela Organização Criminosa", escreveu o juiz.

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