Para a Segurança, mais policiamento nas ruas é o que pedem os especialistas

Por O Dia

O desejo da mãe do estudante Eduardo Henrique Carvalho, de 10 anos, morto por bala perdida próximo ao Morro do Juramento quando foi comprar sacolé, no início de dezembro, é um eco da voz de todos os cariocas: "Se tivesse segurança, meu filho não teria falecido. Ele se foi e os covardes estão aí tirando mais vidas. É de segurança que a gente precisa", suplica Ana Paula Carvalho, 35.

Vizinhos da região, que ficaram encurralados muitas vezes no ano durante confrontos na favela, reforçam o pedido. "Espero uma política de segurança séria, com condições de trabalho para os policiais e mais policiais nas ruas. Tem que ter prevenção, e não esperar os confrontos para depois subir o morro atirando e matando", ressalta a comerciante Rosângela Oliveira, 54, que almeja ainda endurecimento das leis. "Prendem hoje e soltam amanhã. É só gasto com pessoal e combustível", completa.

O delegado federal aposentado Antônio Rayol espera que o governo estadual admita que as UPPs foram um erro e elimine o programa. "O patrulhamento deve ser como em qualquer cidade no mundo. A polícia tem que entrar em qualquer lugar, tem que circular. Ao estabelecer base fixa, consome-se parte do efetivo para tomar conta só daquele ponto. E base fixa só existe para o bandido saber onde a polícia está", afirma. Aumentar e treinar melhor o efetivo da PM e combater a corrupção na polícia são outras medidas consideradas urgentes na avaliação do especialista.

"Se os R$ 42,2 milhões gastos com as Forças Armadas na Segurança do Rio tivessem sido aplicadas nas polícias, os resultados seriam melhores. Querem um Rio um pouco menos inseguro em 2018? Apliquem esses recursos nas polícias", destaca o coronel Mário Sergio Duarte, ex-comandante geral da PM e ex-comandante do Bope.

O secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, aponta suas perspectivas para 2018: "Em razão do equilíbrio fiscal, que o estado invista em segurança pública para que as polícias possam atuar de forma mais qualificada e efetiva". Com o investimento, seu desejo é "implantar novos projetos que possibilitem a redução e controle da criminalidade, aumentando a sensação de segurança."

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