Na Saúde, promessa de clínicas de especialidades

Por O Dia

Uma das áreas mais castigadas pela crise em 2017, com falta de remédios e insumos, cancelamento de cirurgias e consultas, atrasos de salários, leitos de UTI fechados e equipamentos quebrados, a Saúde ganha esperança de voltar a respirar em 2018. É a expectativa do presidente da Federação Nacional dos Médicos, Jorge Darze. "Na capital, vamos viver uma experiência nova, uma vez que o orçamento para a Saúde é de autoria do atual prefeito. Então, ele não vai mais poder responsabilizar a administração anterior. Vamos torcer para que melhore", anseia. E dita receita para reduzir transtornos nas unidades estaduais e federais, sem perspectivas favoráveis na visão dele, devido ao contexto de crise: "Boa dose de moralidade, transparência e compromisso com a causa pública".

O secretário municipal de Saúde, Marco Antônio de Mattos, garante que a equipe colocou ordem na casa depois de encontrar uma situação difícil, segundo ele, deixada pelo governo anterior. "Para 2018, o nosso plano é iniciar a Parceria Público-Privada para dar início ao projeto das Policlínicas de Especialidades, medida que vai ajudar a reduzir o tempo de espera na fila por consulta com especialistas. Outra medida que vai gerar impacto significativo é a modernização dos parques tecnológicos dos hospitais da administração direta, agilizando a realização dos exames de imagens e reduzindo, também, o tempo de espera na Regulação", anuncia. Dar mais ênfase aos serviços de Saúde Mental e inaugurar novas Clínicas da Família, como as do Andaraí e da Maré, também são promessas para os próximos 12 meses.

O jornalista Thiago Marcone, de 30 anos, que depende de postos de saúde para fazer alguns exames, torce para que as condições melhorem: "Os procedimentos são confusos e demorados. Espero que a saúde pública possa evoluir nesses e em outros pontos."

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