Senadores aliados e MST pregam 'rebelião cidadã'

Por O Dia

O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), afirmou ontem que a solução para garantir a candidatura de Lula, depois da condenação em segunda instância no TRF-4, é a manifestação das ruas.

"Não vamos derrotar o golpe ganhando liminar na Justiça. Os advogados que façam o trabalho deles. Mas tem que ter mobilização popular para Lula ser candidato. Temos de fazer enfrentamento social e uma rebelião cidadã", provocou. "Para prender Lula, vão ter de prender milhões de brasileiros", completou.

O senador ainda disse que a tentativa de impugnar a candidatura é parte do golpe, depois do impeachment da ex-presidente Dilma e da aprovação da Reforma Trabalhista.

Na mesma reunião no Diretório Nacional do PT, o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PE), também incitou a radicalização. "Não existe crime, não há criminoso. A única maneira de barrarmos o golpe e garantir a candidatura de Lula é ir às ruas e partir para desobediência civil."

Já o dirigente do MST João Pedro Stédile afirmou que o povo já escolheu Lula para a Presidência. "Lula é o candidato dos trabalhadores. Aqui vai um recado para a Dona Polícia Federal e para o Seu Poder Judiciário: não pensem que vocês mandam no país. Não aceitaremos de forma nenhuma e impediremos que Lula seja preso. Esse é o nosso compromisso."

O dirigente do MST acrescentou que serão feitas mobilizações em todo o país no dia em que está prevista a votação da Reforma da Previdência na Câmara para impedir a aprovação do projeto.

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