Pedro Fernandes diz que disputará o Palácio Guanabara

Nome do político foi colocado pelo ministro Leonardo Picciani (MDB) como forma de pressionar Eduardo Paes (MDB) a se decidir logo se fica ou sai do partido

Por Paulo Capelli

Pedro Fernandes
Pedro Fernandes - Divulgação

Rio - Pedro Fernandes (MDB) foi alçado a potencial candidato do partido ao governo do estado. Seu nome foi colocado pelo ministro Leonardo Picciani (MDB) como forma de pressionar Eduardo Paes (MDB) a se decidir logo se fica ou sai do partido. Mas, independentemente da escolha do ex-prefeito, Fernandes diz que disputará o Palácio Guanabara.

O DIA: O que o levou a se candidatar?

Pedro Fernandes: O incômodo com tudo o que a gente está enfrentando. Segurança Pública, desemprego, as mazelas que os cidadãos vêm enfrentando por conta dessa grande falta de governo que a gente tem hoje no Estado do Rio. E, como deputado, a gente fica muito limitado a fazer essas transformações. Há tempos venho denunciando gastos supérfluos do estado, desperdício. Policiais que poderiam estar nas ruas estão cedidos para diferentes órgãos.

Você estava com um pé fora do MDB, vide as críticas a Pezão (MDB), mas agora há a possibilidade de você ser o candidato do partido. E aí?

Olha, esse é um processo que a gente vai ter que conversar. Eu faço críticas ao governo desde que eu entrei para o MDB. É uma característica minha ter um perfil de independência por todos os partidos que passei. O candidato oficial do MDB é o ex-prefeito Eduardo Paes e, por conta disso, eu me sinto à vontade para conversar com outros partidos.

Supondo que o Paes saia. O MDB tem o maior fundo partidário do estado e o maior tempo de propaganda eleitoral na televisão. Mas tem também o maior desgaste. Você fica?

Olha, a discussão vai ser igual para todos os partidos. Não interessa saber o partido que me quer. Interessa saber se as ideias que a gente apresenta estarão conciliadas às ideias que o partido almeja. É saber se eu vou ter autonomia. Não ter interferência do partido para tomar as decisões que pretendo tomar.

Com quais outros partidos você tem conversado? O fato de estar no governo Crivella (PRB), no qual é secretário municipal de Assistência Social, torna o PRB uma realidade mais próxima?

Não, não. Minha indicação para a prefeitura foi uma indicação técnica. O prefeito Crivella não tem nenhum compromisso político comigo. A minha prioridade hoje é montar meu programa de governo. A gente vai deixar as conversas partidárias para um segundo momento. Primeiro a gente precisa se viabilizar mostrando, até para os partidos, um programa de governo sério e com propostas. Enquanto não tiver isso muito bem definido, a gente não pode abrir conversa com os outros partidos.

Mas o prazo está esgotando. Tem pouco mais de dois meses só...

Sim. Mas até lá muita coisa acontece.

Sua candidatura ao Palácio Guanabara é garantida ou ainda pode concorrer a outro cargo?

Eu serei candidato ao governo do estado em qualquer situação. Não tem a menor chance de não ser candidato.

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