Jogo de poder

Bruna Marquezine fala sobre a estreia como vilã na novela 'Deus Salve o Rei', da Globo

Por gabriel sobreira

Catarina (Bruna Marquezine) em 'Deus Salve o Rei'
Catarina (Bruna Marquezine) em 'Deus Salve o Rei' - fotos Sergio Zalis/TV Globo e reprodução

O ano de 2018 começou com tudo para Bruna Marquezine. Se no lado pessoal, o romance recém-reatado com o craque Neymar Jr. vai de vento em pompa. Na espera profissional, não é diferente. A partir de hoje, a atriz estreia na pele de sua primeira vilã, a Catarina de 'Deus Salve o Rei', às 19h, na Globo. E não esconde o nervosismo. "Nunca pensei que fosse tão difícil, mas tenho uma sensação de conquista ao final de cada longo dia de trabalho. É exaustivo interpretar uma vilã, sobretudo de uma história de época, e a Catarina não é um pouco malvada, ela é malvada de verdade", conta a morena.

A TRAMA

Na história de Daniel Adjafre, Catarina é a princesa de Artena. Apesar da aparência inofensiva, a jovem é extremamente ambiciosa e dissimulada. Sedutora, ela é manipula todos para todos ao seu redor. Nem sempre concorda com as decisões do pai, rei Augusto (Marco Nanini), que a prometeu em casamento com Istvan (Vinícius Calderoni), o Marquês de Córdona. Disposta a se livrar do pretendente, Catarina vê em Constantino (José Fidalgo), duque de Vicenza, seu maior aliado, para todas as horas.

FOGO

"O encontro entre a Catarina o Constantino é muito potente, de muito fogo, muita atração e os dois são muito parecidos. Ambos têm obsessão pelo poder, e se unem pela atração e porque se tornam aliados nessa caminhada pelo que querem conquistar", explica Bruna. "É um relacionamento baseado em paixão e entrega, mas ao mesmo tempo em insegurança, porque são dois personagens muito perigosos. A Catarina sente que a qualquer momento o Constantino pode trai-la, e ele sente que ela pode mandar matá-lo a qualquer momento também", completa.

TITUBEOU

A intérprete lembra como foi a reação dela ao ser convidada para viver a vilã medieval. "Cheguei a dividir com meus diretores que quase não me sentia capaz a dar vida à Catarina, porque é muito difícil para mim", recorda-se. Mas não demorou muito para ela ganhar confiança e mergulhar nessa viagem épica. "Veio numa hora especial da minha carreira, estou mais madura como jovem mulher e num momento que estou com muita sede de trabalhar", salienta.

APARÊNCIAS

Aos 22 anos, Bruna praticamente cresceu aos olhos do público. "As pessoas me conhecem desde pequena e às vezes me cobram por algumas coisas, o que é meio cruel", desabafa. A atriz afirma que está em uma fase de descoberta, principalmente de autoconhecimento e fé. "Eu acho muito difícil crescer como ser humano sem um momento de reflexão, sem meditação, sem uma boa análise, boa terapia. Isso é o que tenho buscado, cuidar de mim de verdade. Vivemos num mundo de muitas aparências, e a gente foca primeiro nisso, e quando a aparência está perfeita, do jeitinho que a gente quer, a gente não se sente mais completo. Então, acho que estou cuidando nesse momento do que é realmente importante e válido”, frisa.

TEMPO DE PARAR

Com 15 anos de carreira, Bruna revela que já pensou em desistir da vida de artista. Esse sentimento ganhou força em 2012, quando ela interpretava Lurdinha de ' Salve Jorge', da Globo. "Eu tinha 18 anos, e como era uma personagem com apelo sexual maior, as pessoas começaram a me olhar de maneira diferente e comecei a receber críticas, comentários, e isso foi da noite para o dia. Começaram a inventar coisas de mim, o que me assustou. Então, comecei a repensar, porque as consequências da profissão me assustaram, mas com apoio da família, profissionais, fé, fui entendendo a maneira de lidar com isso", comemora.

INSTAGRAM

Com 25 milhões de seguidores no Instagram, a intérprete de Catarina diz que tem refletido muito sobre o poder das redes sociais, principalmente das pessoas e artistas reproduzirem mais a vida "perfeita" e quase nada de dificuldades. "Por muito tempo me cobrei para ser um exemplo de perfeição, até entender que eu jamais seria perfeita. Por que não falar das nossas dores e do que nos incomoda? Temos muito mais a aprender. Prefiro dividir hoje o que é real ou não dividir absolutamente nada”, reforça.

PRINCESA

Quando questionada se algum dia já sonhou em ser princesa, Bruna nem titubeia. "Nunca pensei ser uma princesa na infância, sempre me interessei mais pelas histórias de aventura. Acho que eu não teria paciência, não conseguiria”, entrega, aos risos.

 

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