Esquizofrenia é o tema da peça 'Duplo Etéreo'

Com estreia na terça na Casa de Cultura Laura Alvim, texto fala da enfermidade e do preconceito em torno dela

Por BRUNNA CONDINI

Peça Duplo Eterio
Peça Duplo Eterio - Divulgação

A temática da esquizofrenia inserida em complexos conflitos familiares surge no espetáculo 'Duplo Etéreo', que estreia nesta terça, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. Apesar de não pretender ser um tratado sobre a doença (afinal, é uma obra de ficção), a peça abre a discussão, de modo informal, sobre a esquizofrenia.

'Duplo Etéreo' narra a história de dois irmãos, vividos pelos atores Gabriel Amaral e Fabiana Gois, que têm suas vidas transformadas em um drama psicológico através dos medos e culpas presentes em suas relações.

"O projeto surgiu da vontade de discutir um tema relevante no cenário teatral carioca. O texto de Sebastião Bicalho salta aos olhos pela sua complexidade no entendimento da mente humana", esclarece Gabriel. Ele salienta a importância de falar sobre temas como este no teatro.

"A esquizofrenia é uma doença que atinge mais de 1% da população mundial e só no Brasil são mais de 2 milhões de portadores da doença. Toda a população deve conhecer esse universo. As pessoas que possuem transtornos psicóticos precisam de ajuda e apoio", diz. "Pretendemos trazer esse tema ao foco, sobretudo no mês de janeiro que possui a campanha Janeiro Branco para falar da saúde mental".

JANEIRO BRANCO

Inspirados pela campanha Outubro Rosa, um grupo de psicólogos criou em 2014 o Janeiro Branco, com o objetivo principal de promover a conscientização da população a respeito de todas as temáticas relacionadas ao universo da saúde mental. E também, convidar as pessoas a pensarem sobre suas vidas, propósitos, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas.

Desde então, psicólogos, psiquiatras e profissionais das mais variadas áreas já participaram das edições da campanha, ampliando-a para muito além dos consultórios clínicos e ambientes, tradicionalmente, dedicados à saúde.

CONSCIENTIZAÇÃO

Para Vitor Friary, psicólogo clínico especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e Mindfulness, a conscientização é importante porque reduz o preconceito sobre diagnósticos e tratamentos psiquiátricos."É uma iniciativa maravilhosa que visa modificar as crenças que a população têm acerca de doença mental", diz. "Existe um preconceito. Isso é um inibidor para que as pessoas busquem a ajuda necessária e o tratamento adequado. E mais de 15% da população brasileira segundo o IBGE, precisa de algum tipo de atendimento em saúde mental".

E observa: "O bem-estar psicológico e emocional deve ser prioridade e não comodidade. Então abrimos este novo ciclo com esse olhar consciente acerca de como estamos cuidando do nosso emocional e das nossas experiências mentais".

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Peça 'Duplo Etéreo': dois irmãos que têm suas vidas transformadas e precisam lidar com a esquizofrenia fotos Divulgação
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