Plano de saúde do município vai ter coparticipação

Funcionalismo municipal do Rio pagará por procedimentos médicos que utilizar

Por PALOMA SAVEDRA

Clube do Servidor, na Cidade Nova, será um dos postos de atendimento ao funcionalismo municipal
Clube do Servidor, na Cidade Nova, será um dos postos de atendimento ao funcionalismo municipal -

O novo contrato assinado entre o Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio (Previ-Rio) e a Assim virá com mudanças para o funcionalismo. Como se esperava, será adotada a coparticipação de servidores ativos, aposentados e pensionistas, e as novas regras serão publicadas em portaria no Diário Oficial de amanhã. A informação foi confirmada pela autarquia, que antecipou à Coluna dados do convênio, como a tabela com os preços dos serviços. A adesão começa na segunda e a vigência a partir de 1º de fevereiro.

Mas a coparticipação não será cobrada em todos os casos: se o servidor for atendido exclusivamente em rede fidelizada (hospitais e laboratórios da própria Assim) não pagará nada. Por outro lado, se ele procurar uma rede credenciada (médicos conveniados ao plano), terá de arcar com algum valor da consulta.

É a primeira vez que o município cria a coparticipação, e antes mesmo da confirmação do novo modelo, a medida já vinha sendo criticada pelos servidores.

Conforme o presidente do Previ-Rio, Bruno Louro, o objetivo foi inibir a sinistralidade (uso indevido do plano) e encontrar um meio-termo para oferecer plano de saúde ao funcionalismo com preços abaixo do mercado de serviços médicos.

Louro alegou que o índice na prefeitura é de 103,57%, acima do padrão de mercado, que está em torno de 70%.

"Segundo a Agência Nacional de Saúde, a coparticipação é o mecanismo para inibir o uso errado do plano. E tentamos construir um modelo em que o servidor fosse onerado o menos possível", afirmou.

INTERNAÇÃO SEM COBRANÇA

Chefe de gabinete do Previ-Rio, Fábio Lopes participou da elaboração do novo contrato, e destacou que o desconto de 2% sobre o salário do ativo e inativo será mantido. A tabela dos pensionistas, segundo ele, continuará a mesma. Além disso, não haverá cobrança de coparticipação em internações, mesmo que seja em rede credenciada.

Os atendimentos de urgência ou emergência decorrentes de traumas ortopédicos também estarão isentos de pagamentos dos valores. Além disso, não terão cobrança os casos de pacientes com atendimentos de urgência ou emergência que progredirem para internação. Isso significa que o conveniado (seja o servidor ativo, aposentado, pensionista, ou dependentes) que procurar hospital fora da rede fidelizada e acabar sendo internado não terá que pagar pelos primeiros atendimentos.

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