Atividade no comércio cresce 1,1% em 2017, após 2 anos de queda

Inflação baixa, contínua retração na taxa de juros e o processo de desalavancagem do endividamento das famílias contribuíram para a retomada

Por O Dia

Expectativa de contratações no comércio subiu de 4,8% para 5,2% e quebra o jejum de dois anos de baixa
Expectativa de contratações no comércio subiu de 4,8% para 5,2% e quebra o jejum de dois anos de baixa - Luiz Ackermann / Agecia O Dia

Brasília - O índice que mede o movimento dos consumidores nas lojas do País fechou 2017 com alta de 1,10%, depois de dois anos consecutivos de queda, de acordo com a Serasa Experian. Em 2016 e 2015, o indicador de atividade do comércio cedeu 6,6% e 1,3%, respectivamente, "por causa da profunda e prolongada recessão econômica que se instalou no Brasil a partir da segunda metade de 2014".

Dentre os fatores que contribuíram para a retomada econômica, a Serasa cita a inflação baixa, a contínua retração na taxa de juros e o processo de desalavancagem do endividamento das famílias.

Além disso, acrescenta, o ingresso dos recursos das contas inativas do FGTS na economia e a recuperação da massa real de rendimentos permitiram que as vendas do varejo revertessem a queda acumulada em 2015/2016.

De acordo com a Serasa, o destaque do varejo no ano passado foi o segmento de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, que registrou crescimento de 1,2%. Em contrapartida, a categoria de material de construção apresentou declínio de 14,3% em 2017 em relação a 2016.

A segunda maior queda, de 12,2%, foi observada no movimento de consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios.

Ainda houve retração, de 9,5%, no segmento de combustíveis e lubrificantes; recuo de 7,5% em móveis, eletroeletrônicos e informática e variação negativa de 7,5% nas lojas de veículos, motos e peças.

 

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