Por O Dia
Publicado 24/01/2018 03:00 | Atualizado 24/01/2018 13:38

Rio - A revisão do aumento do salário mínimo desde ano de apenas 1,81% foi descartada pelo governo Temer. Ontem, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, garantiu que não haverá alteração do reajuste do piso em função da correção programada ter ficado aquém da inflação de 2017. Segundo o ministro, a lei de reajuste do mínimo prevê que pequenas variações possam ocorrer, sendo compensadas no ano seguinte.

"O valor do mínimo não é uma decisão do governo federal, que apenas aplica a lei que está em vigor. O reajuste é aplicado no dia primeiro de janeiro, mas a inflação oficial do ano anterior só é divulgada alguns dias depois. Então, o reajuste sempre é feito em cima de projeções", explicou o ministro,concedida à rede estatal de TV NBR.

Segundo a Agência Estadão Conteúdo, Oliveira lembrou que o reajuste em 2017, por exemplo, ficou um pouco acima da inflação de 2016 e agora um pouco abaixo. "Isso vem sendo feito todos os anos. A própria lei prevê que se pode compensar essas pequenas diferenças".

O mínimo deste ano é de R$ 954, um pouco acima do valor de 2017, que era de R$937, uma diferença de apenas R$ 17. A elevação no mínimo em 2018 fixada pelo governo foi de 1,81%, a menor desde a criação do Plano Real e abaixo do resultado do INPC, que subiu 2,07% no ano passado.

Ação no STF de aposentados

Neste mês, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), ligado à Força Sindical, ingressou na semana passada com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar o reajuste. Nos cálculos da entidade, o salário mínimo deveria ser fixado em R$ 958 este ano.

A ação pede revisão imediata do valor, sob pena de causar prejuízo de R$ 52 ao ano a cada trabalhador. O mínimo também é o valor de cerca de dois terços das aposentadorias no país.

Discurso desafinado
Publicidade
Militar terá mudanças na aposentadoria
Ao ser questionado sobre o fato de os militares não estarem na Reforma da Previdência, Dyogo Oliveira respondeu que o governo negociará mudanças na aposentadoria das Forças Armadas, após a votação da PEC 287 no Congresso.
Publicidade
"Os militares têm uma situação diferenciada, porque eles sempre têm que estar à disposição do país", alegou.
O ministro reafirmou ontem que o governo Temer lutará "continuamente e diariamente" pela votação e aprovação da reforma. Ele descartou a hipótese de a votação ficar para novembro e enfatizou que os esforços são para a análise da matéria em fevereiro. "Não trabalhamos com hipótese de votar Previdência em novembro", afirmou Oliveira.
Publicidade

Você pode gostar

Comentários

Publicidade

Últimas notícias