Para financiar o imóvel fora do programa federal

Linha Pró-Cotista é voltada para trabalhadores com mais de três anos de FGTS

Por Cristiane Campos

Os interessados em financiar um imóvel fora do programa 'Minha Casa Minha Vida' podem encontrar uma boa negociação dentro da linha Pró-Cotista. Isto porque ela é uma das mais baratas do país, com taxa de juros que variam de 7,85% a 8,85% ao ano, permitindo a liberação de até 80% do valor do imóvel novo ou 70% do valor do imóvel usado. Oferecida pela Caixa e suspensa no ano passado, a Pró-Cotista é voltada para trabalhadores que tenham mais de três anos de vínculo com o FGTS e que não tenham no local de residência ou de trabalho outro imóvel em seu nome.

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) no Rio de Janeiro, Sérgio Rodrigo Campos Monteiro, lembra que, além destas regras, é preciso observar que o limite do valor do imóvel varia dentro do território nacional. "Não podendo ter valor superior a R$ 950 mil para os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, além do Distrito Federal, e R$ 800 mil para os demais estados", completa.

Para ele, a linha pró-cotista é muito importante para fomentar o mercado. "Ela atinge uma classe regular (trabalhador formal com contribuição ao FGTS) e oferece condições extremamente vantajosas para quem deseja adquirir imóveis de valor consideravelmente elevado, com taxa de juros bastante atraentes, se comparadas, por exemplo, com a linha de financiamento com recursos da poupança", explica.

BOLA DE NEVE

Por outro lado, Monteiro diz que a notícia deve ser encarada com cautela, pois a linha tem sido um problema para os mutuários há cerca de três anos. E é cada vez mais comum terminar o crédito antes do prazo previsto. "Essa bola de neve parece não ter fim, uma vez que as novas suplementações, em valor menor como a que ocorre nesse ano de 2018, podem não ser capazes de atender os contratos pendentes e as novas demandas dos mutuários candidatos a financiamento. Assim, com uma nova ausência de recursos, as vendas de imóveis tendem a se manter em um patamar baixo ou até mesmo diminuir, já que falta recurso", comenta.

O diretor orienta que o mutuário faça a análise de crédito previamente e busque junto ao gerente habitacional da Caixa informações sobre os recursos da linha e da viabilidade de se concretizar o negócio para evitar problemas. "Um financiamento não assinado dentro da linha pró-cotista gera duas situações: rescisão da promessa de compra e venda ou assinatura de financiamento em outra modalidade muito menos benéfica. Em ambas as situações, quem perde é o comprador, seja porque pode ter de arcar com uma penalidade contratual, ou com um financiamento mais caro", esclarece.

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