Plano era rebelar 20 cadeias

Governo goiano comemora o fato de só uma unidade ter realizado motim

Por O Dia

 Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde ocorreram três rebeliões desde o início do ano
Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde ocorreram três rebeliões desde o início do ano - Divulgação / TJGO

Oserviço de inteligência de Goiás tinha conhecimento de que presos planejavam deflagrar rebeliões em ao menos 20 unidades prisionais estaduais no fim do ano passado. Apesar de o fato ter sido comunicado à Secretaria de Segurança Pública e demais autoridades estaduais, as três rebeliões - a última delas, ontem, sem registro de feridos - no Presídio de Aparecida, que resultaram em nove mortes, não foram evitadas. Ontem, A informação foi divulgada ontem pelo próprio secretário de Segurança Pública de Goiás, Ricardo Balestreri.

O secretário disse, no entanto, que o momento é de "júbilo", já que as polícias Militar e Civil conseguiram evitar "problemas maiores". Balestreri classificou os problemas do sistema prisional, como superlotação, estrutura precária, lentidão na análise de processos de presos e presença de organizações criminosas, como "o maior drama nacional atual".

"O que ocorre hoje nos presídios de todo o Brasil, inclusive em Goiás, é fruto da disputa por mercados [ilícitos]", disse o secretário.

"Goiás tem sido alvo de uma intensa operação do crime organizado. O Brasil é um player fundamental para o crime organizado global e o estado é central para as facções criminosas", disse.

Ontem, governadores de sete estados divulgaram um manifesto cobrando que o governo federal destine mais recursos à segurança pública. No documento, os chefes do Executivo do Distrito Federal, de Goiás, do Maranhão, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e do Tocantins afirmam que o setor, "particularmente no sistema penitenciário, exige a tomada de providências urgentes por parte do governo federal".

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Movimentação de policiais na entrada do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM), onde 56 presidiários morrerem em confronto de facções entre os dias 01 e 02 de janeiro. O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou, em entrevista à Rádio Estadão, que o massacre não pode ser explicado simplesmente por uma guerra entre facções criminosas. A rebelião que resultou nas mortes foi atribuída por uma ação do grupo Família do Norte (FDN), ligado ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, contra membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), com liderança em São Paulo. 03/01/2017 - Foto: DANIEL TEIXEIRA / ESTADÃO CONTEÚDO DANIEL TEIXEIRA / ESTADÃO CONTEÚDO
Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde ocorreram três rebeliões desde o início do ano Divulgação / TJGO

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