Cristiane Brasil segue barrada

TRF nega recurso do governo, que vai ao STF. Deputada não desiste de virar ministra

Por O Dia

Deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ): problemas na Justiça do Trabalho
Deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ): problemas na Justiça do Trabalho - Gilmar Felix, Câmara dos Deputados

A indicação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) se tornou uma dor de cabeça de grandes proporções para Michel Temer. Com dificuldades de recuar do convite feito à filha do presidente do partido, Roberto Jefferson, o presidente decidiu que vai tentar reverter, no Supremo Tribunal Federal, a liminar que suspendeu a nomeação.

Enquanto tudo estava pronto para a posse, marcada para a tarde de ontem, o governo sofreu uma derrota na Justiça. O vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador federal Guilherme Couto de Castro, negou recurso da Advocacia-Geral da União e manteve a decisão do juiz federal Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói (RJ), que suspendeu a nomeação e a cerimônia de posse.

Mesmo com a confirmação da suspensão, a parlamentar, que assumiria o ministério ontem, afirmou que não há a possibilidade de ela desistir do cargo. Segundo Cristiane, em reunião com o presidente Temer, na qual o pai dela também esteve presente, foi decidido que o governo vai aguardar o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do recurso que a Advocacia Geral da União (AGU) apresentará contra as decisões que suspenderam sua nomeação.

"Não é uma possibilidade", declarou, ao ser questionada se poderá abdicar do cargo. Ela confirmou que Temer não pediu para ela reconsiderar o posto durante a reunião. "Foi o contrário", disse. Cristiane negou também que eles tenham discutido um novo nome para o cargo, caso ela seja impedida. "Vamos esperar o STF (Supremo Tribunal Federal)", ponderou. Jefferson, por sua vez, disse que o PT estava por trás das decisões judicais.

O deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB na Câmara, também esteve com Temer e, pelo menos publicamente, afirmou que o partido mantém a indicação, que, a essa altura, se tornou um constrangimento tanto para o governo quanto para a legenda.

A AGU declarou que a decisão do juiz federal gera uma grave lesão à ordem pública e à ordem administrativa, e que ela interfere na separação de poderes.

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