Água dos rios continua a subir na Grande Paris

Por O Dia

A Estátua de Zouave, na Pont d'Alma, encoberta pela água do Sena
A Estátua de Zouave, na Pont d'Alma, encoberta pela água do Sena - AFP/GEOFFROY VAN DER HASSELT

Ruas e estradas inundadas, navegação proibida, museus sob vigilância, moradores com os pés na água. O nível do Rio Sena continuava a subir ontem na região parisiense, uma inundação lenta que perturba a capital há dias.

Em Villeneuve-Saint-Georges, subúrbio sudeste de Paris, o Yerres transbordava e obrigava moradores a se deslocar de barco. "Após as inundações de 2016, foram necessários quase dois anos de obras. Acabamos de terminar. Agora teremos de começar de novo", lamenta Akca, 31 anos, embora a água na rua ainda não tenha atingido sua casa. Mais abaixo, o porão de Carlos, 21 anos, "virou uma piscina".

A chuva voltou, mas de forma moderada e não deve mudar as previsões de inundação do Sena. "Esperamos aumento máximo do nível da água este fim de semana, com altura entre 5,80 m e 6,20 m", indicou Bruno Janet, especialista em monitoramento de inundações. Nível comparável ao dilúvio de junho de 2016 (6,10 m), mas muito longe do histórico de 1910 (8,63 m).

Uma linha da Rede Regional Express (RER) que atravessa a capital francesa, fechada desde anteontem, permanecerá inoperante pelo menos até quarta-feira. Os museus do Louvre e d'Orsay tomaram precauções para proteger obras. A operadora Vias Navegáveis da França proibiu a navegação em todo o Sena.

Comentários

Últimas de Mundo & Ciência