Família luta para enterrar vítima de acidente ocorrido no Natal

Segundo irmão, corpo ainda não foi liberado por falta de substância para fazer exame de DNA no IML

Por O Dia

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - PARCEIRO - Movimentação no IML, Instituto Médico Legal, Afrânio Peixoto, na Leopoldina, de funcionários do consulado Espanhol que foram reconhecer o corpo da turista espanhola, que foi morta após o carro em que ela estava furou bloqueio policial na Rocinha, Zona Sul do Rio. Foto: Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - PARCEIRO - Movimentação no IML, Instituto Médico Legal, Afrânio Peixoto, na Leopoldina, de funcionários do consulado Espanhol que foram reconhecer o corpo da turista espanhola, que foi morta após o carro em que ela estava furou bloqueio policial na Rocinha, Zona Sul do Rio. Foto: Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia - Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia

Rio - A dor de uma família que perdeu parentes carbonizados em um acidente no dia 25 de dezembro, na Avenida Brasil, parece não ter fim. Das quatro vítimas, apenas o corpo de uma delas foi liberado dois dias depois. Já o da dona de casa Francynne Azevedo Mathias, de 22 anos, continua no Instituto Médico Legal (IML). Segundo o irmão Denis Azevedo Mathias, de 24 anos, o corpo ainda não foi liberado por falta de um reagente específico para fazer o exame de DNA.

"É uma falta de respeito. Poderia ser algo muito mais rápido para tentar diminuir o sofrimento da nossa família. É revoltante", reclamou o garçom, acrescentando que a família já foi ao IML oito vezes depois do acidente tentar resolver a situação. No dia 25 do mês passado, as vítimas eles haviam passado o Natal na casa de parentes em Irajá e estavam voltando para Rio das Ostras, onde moram.

Denis mostrou um comunicado emitido pela 38ª DP (Brás de Pina), no dia 27 de dezembro, pedindo exame de DNA no corpo de Francynne, que foi um dos mais carbonizados e de difícil identificação.

 

No entanto, um funcionário do IML colocou uma observação no documento dizendo que não seria possível fazer o exame por causa da ausência da substância. "Fizemos um abaixo-assinado para tentar comprar material e até agora cem pessoas já contribuíram. A minha irmã era o sol do meu dia, minha alegria", lamentou o irmão.

A família também teve problemas para liberar os corpos das duas crianças mortas no acidente. Filho de Francynne, Tauan Azevedo da Trindade, de 6 anos, só foi retirado do IML nesta terça-feira. Já o corpo da afilhada da mulher, Eduarda Cosme dos Santos, de 8 anos, foi liberado há três dias. Enquanto isso, o pedreiro Edvaldo foi enterrado no dia 27 de dezembro, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. "Eles não mereciam esse sofrimento. O estado poderia ter abraçado mais eles", disse Denis.

O advogado da família, Luiz Gullo, contou que vai entrar com um pedido de liminar na Justiça para fazer com que o reagente seja liberado. Ele definiu a situação como "vexatória".

"Os outros corpos foram liberados por meio de reconhecimento de fotos e do vestuário. No entanto, o de Francynne, por causa do estado em que ficou, não é possível reconhecer sem o exame de DNA. A Polícia Civil tem alegado que há dois anos falta esse material aqui no IML, o que está dificultado os exames de DNAs que deveriam ser feitos aqui. Eles não falam o nome do reagente e nem a parte do corpo da pessoa que será periciado. Até agora nem sequer foi solicitado a coleta do material genético da família para a comparação", explicou o advogado.

Procuradas pelo DIA, a Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Segurança ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Galeria de Fotos

Quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas em um acidente envolvendo um caminhão e três carros, na Avenida Brasil em Cordovil. Na foto o perito. Daniel Castelo Branco / Agência O Dia Daniel Castelo Branco / Agência O Dia
Documento de delegado recebeu uma observação do IML sobre a falta de reagentes Rafael Nascimento / Agência O DIA
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - PARCEIRO - Movimentação no IML, Instituto Médico Legal, Afrânio Peixoto, na Leopoldina, de funcionários do consulado Espanhol que foram reconhecer o corpo da turista espanhola, que foi morta após o carro em que ela estava furou bloqueio policial na Rocinha, Zona Sul do Rio. Foto: Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia

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