Uso de algemas divide opiniões

Por O Dia

Ao descer do camburão da viatura da Polícia Federal em Curitiba, Cabral estava algemado nas mãos e nos pés. Seu advogado, Rodrigo Roca, ironizou: "esqueceram apenas de colocar o capuz e a corda".

Especialistas divergiram sobre a aplicação das algemas. O promotor André Guilherme Freitas analisou como necessária o uso das algemas. "Acho justificável em criminosos de acentuada periculosidade, como é o caso dele", disse.

Já o professor de Direito Penal Eduardo Antunes avaliou a situação como um espetáculo. "Só é lícito o uso de algemas em caso de possibilidade de fuga ou risco da integridade física do acusado. A Lava Jato quis dar uma espécie de satisfação para a opinião pública", afirmou.

Em nota, a Polícia Federal disse que "havia necessidade do emprego das algemas, seja para preservação do próprio custodiado, seja para preservação de terceiros que tivessem ali presentes".

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