Na Beija-Flor, responsáveis por alas se ajudam

Por O Dia

A manutenção de um público fiel acaba sendo uma das soluções para driblar as dificuldades de um período de crise econômica. É o que acontece com o setor 4 da Beija-Flor de Nilópolis, que contempla as alas 'Signus' e 'Vamos Nessa', sob o comando de Débora Rosa Santos Cruz Costa.

Débora diz que não teve problemas para vender suas fantasias por possuir muitos clientes fixos, mas admitiu que amigos de outras alas não contam com a mesma sorte. Em todos os anos, ela indica fantasias de outros setores para quem a procura quando suas peças estão esgotadas. Em 2018, porém, essas buscas não ocorreram.

"O custo de vida está influenciando. Estou sofrendo junto com o pessoal de outras alas. Estamos prestando solidariedade aos nossos amigos. Sempre fizemos assim: quando enchia minha ala, apoiava as outras. Seja como for, iremos completar as alas e colocá-las na rua. Temos um compromisso com a escola. Estamos fazendo tudo para conseguir vender todas", confessou. Os preços em algumas alas da escola de Nilópolis caíram de R$ 1,3 mil para R$ 1,2 mil.

O Império Serrano tem vagas em nove alas e os preços estão em média a R$ 800. A Unidos da Tijuca e a Tuiuti informam que as fantasias foram distribuídas para membros das comunidades e que não estão à venda.

Para adquirir fantasias, é preciso acessar o site ou Facebook das agremiações. Algumas oferecem venda online e, em outras, é preciso ligar para os responsáveis pelas alas.

Comentários

Últimas de Rio De Janeiro