'Nunca vi um massacre desses'

Por O Dia

O desconhecimento sobre a febre amarela ainda é grande. Muitos macacos, que são apenas hospedeiros da doença, estão sendo assassinados. Ao todo, 104 morreram em janeiro, e a maioria foi vítima de agressões. Nem o mico-leão-dourado, espécie em extinção, escapou da selvageria. A subsecretária municipal de Vigilância Sanitária do Rio, Márcia Rolim, revelou ao RJ2, da TV Globo, que a situação é inédita.

"Trabalho há 15 anos na prefeitura e tenho 22 anos de medicina veterinária. Nunca vi um massacre desses contra uma espécie. Essa indignação é principalmente porque não estamos fazendo diagnósticos de zoonoses. Estamos fazendo diagnósticos de assassinato", desabafou Márcia.

A morte de macacos impede as autoridades de identificarem em que regiões o vírus da febre amarela silvestre está circulando. O estudo dos casos em animais são fundamentais para um melhor mapeamento da doença, de forma a intensificar a prevenção em áreas de risco.

Comentários

Últimas de Rio De Janeiro