Vizinhos de bancos se mudam

Por O Dia

As cenas protagonizadas pelos assaltantes com explosivos são como filmes de ação. Os ataques são sempre 'cirúrgicos' e duram minutos. Demonstrando ousadia, e sempre bem armados, os bandos interestaduais passaram a invadir não só postos de combustíveis, farmácias e supermercados, mas também escolas e até hospitais.

Em 2015, um caixa automático dentro do Instituto de Cultura Técnica, uma das maiores instituições de ensino de Volta Redonda, foi arrombado a dinamites. No dia 3 de dezembro do ano passado, homens encapuzados detonaram um multicaixa num anexo do Hospital Samer, em Resende. A explosão, além de assustar pacientes, destruiu as cédulas que seriam roubadas.

Conforme o DIA publicou, famílias que moravam sobre instituições bancárias ou estabelecimentos com caixas eletrônicos estão se mudando. "Não é possível se viver em paz próximo aos equipamentos. Fui morar na Tijuca (Zona Norte)", resume um dentista que pediu para não ser identificado e que se mudou com a mulher e dois filhos da Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, na Zona Sul, onde agência da CEF foi atacada em abril.

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