'Super-heroínas' ficam no fogo cruzado

Por O Dia

Tiroteio na Tijuca - Carro atingido por 17 tiros - Acervo pessoal
Tiroteio na Tijuca - Carro atingido por 17 tiros - Acervo pessoal - acervo pessoal

Um dia após ficar no meio do fogo cruzado durante um confronto entre bandidos e policiais militares, na Tijuca, a administradora de empresas Monique Lorosa, de 35 anos, chora ao relembrar os momentos de horror e pânico vividos na noite do último sábado.

O carro em que ela estava com a amiga Jade Burmeister, de 33, foi atingido por pelo menos 17 tiros, alguns deles de fuzil mas as amigas saíram ilesas. Elas voltavam de um bloco, na Gávea, Zona Sul do Rio, e estavam fantasiadas de super-heroínas, e quando pararam no sinal de trânsito, no cruzamento da Rua Alves de Brito, foram surpreendidas pelo intenso tiroteio.

"O trânsito estava forte devido a um bloco na Conde de Bonfim, nós paramos o carro no sinal é de repente ouvimos um carro derrapando e em seguida muitos tiros", disse a administradora.

Monique contou que "os tiros vinham de todos os lados. Nosso carro foi um verdadeiro escudo", revelou."Pela minha cabeça passou que a gente já estava morta", contou.

Mesmo em pânico, as duas mulheres conseguiram sair do veículo. "Ficamos no carro nos protegendo dos tiros por alguns minutos, quando ela disse 'amiga acho que fui baleada'. Então eu tomei coragem e abri a porta do carro, puxei ela e me joguei no chão. Eu olhava pra ela e pra mim pra ver se estávamos feridas e graças a todas as energias positivas do universo nos duas saímos dali ilesas", desabafou.

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Monique e Jade escaparam ilesas. Carro levou pelo menos 17 tiros FOTOS DE ARQUIVO PESSOAL
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