Rio - Na televisão lá do começo, as emissoras tinham porque considerar o jornalismo um "brinquedo caro". Os poucos equipamentos, além de pesados, tinham custo muito elevado e sempre acabavam por desestimular toda e qualquer iniciativa.
O corte, na edição, para se ter uma ideia, era na base da lâmina de barbear.
Cenário que hoje é completamente outro, a ponto de levar o telejornalismo a se igualar e, em alguns casos, até superar as novelas em volume de produção e ocupação de espaços.
Quem diária que, um dia, o SBT chegaria a disponibilizar oito horas diretas à informação, como já de uns tempos acontece? Ou a Record passaria a destinar mais de dois terços da sua grade à programação noticiosa? E que a Globo, ao volume que já existia, viria lançar um jornal às cinco da manhã, caso do "Hora Um"?
Isto sem contar Band, respeitada por sua tradição, e a Rede TV! com sua linha de telejornais, como corpo estranho em qualidade e apresentação de trabalho, muitos pontos acima aos demais produtos da casa.
O jornalismo, com o correr dos tempos, veio a se tornar o grande negócio das TVs. Se, por um lado, é o que mais emprega, também é aquele que maior volume de dinheiro coloca no caixa de cada uma.
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