Foto coluna Reinaldo Paes Barreto de 05/02/2018 - Divulgação
Foto coluna Reinaldo Paes Barreto de 05/02/2018Divulgação
Por

Elas são a mesma santa. Mas com nomes e datas diferentes, porque segundo Rui Galdino Filho, da Paraíba, no passado a festa para Nossa Senhora era comemorada (é ainda é em 8 de dezembro) apenas pelos senhores de engenho e as classes dominantes. Os negros e escravos eram proibidos de cultuar a mesma Santa. Então, eles adotaram uma entidade também africana - Iemanjá - e passaram a celebrá-la em 2 de fevereiro. Ela é a Rainha do Mar, mãe dos peixes, protetora dos pescadores e jangadeiros, porque controla as marés e o alto mar.

A maior homenagem ocorre no Rio Vermelho em Salvador, desde 1974. Lá reúnem-se milhares de fiéis - brasileiros e turistas estrangeiros - para participar e assistir a procissão que percorre as ruas de Salvador até a beira d'água. Na sequência, os devotos colocam flores, bilhetes com pedidos e perfumes em pequenas cestas que são entregues aos pescadores, que por sua vez os colocam em seus barcos. E partem em cortejo até longe da praia, quando lançam os objetos ao mar. E os devotos que assistem tudo do cais, também jogam flores, perfumes, velas e champanhe.

Finalmente, seja uma, duas, ou muitas: bênção! mãe dos mares. Nós e os turistas te saudamos de todo o litoral brasileiro!

Você pode gostar
Comentários