Rio - Tradição, marchinhas, fantasias e bonecos gigantes. No comando, músicos experientes em busca de pais adotivos. Esses são os pilares do Embaixadores da Folia, bloco que atinge a maioridade este ano. Com dificuldades financeiras, a organização iniciou a campanha 'Adote um músico' para manter o brilho de seus desfiles nos três dias 9, 14 e 17 de fevereiro em que estará nas ruas. O cachê de cada instrumentista gira em torno de R$ 300 e esse é o valor a ser doado por quem deseja financiar um deles.
"O 'Embaixadores' só usa músicos de sopro, das bandas antigas. São muitos profissionais, e são caros. Tem que manter a qualidade musical. Não trabalhamos com músicos inferiores porque esperamos um ano inteiro para ter um Carnaval maravilhoso, então não pode estragar. É caro, mas curtimos muito, dançamos... Como não teríamos condições de bancar o Carnaval assim, a ideia foi propor a adoção dos músicos", explica o presidente Cláudio Cruz.
Para respeitar as raízes do Carnaval de rua carioca, o bloco tem uma postura firme: nada de funk, axé ou sambas-enredos recentes. A fantasia é indispensável para preservar a plástica caprichada do 'Embaixadores'. Na falta de uma roupa mais preparada, é válido usar até um simples chapéu para colaborar com a harmonia. Cruz define: "É para ser bem bonito e carnavalesco, com a cara do Rio de Janeiro".
Os simpatizantes do bloco interessados em adotar um músico devem se dirigir, em qualquer dia, a partir das 18h, ao botequim Vaca Atolada, localizado na Lapa, na Avenida Gomes Freire, 533. É lá que os foliões se concentrarão nos dias 14 para acompanhar a apuração dos desfiles e 17. No dia 9, o encontro é no Buraco do Lume. O 'Embaixadores' também aceita doações de serpentinas e confetes, artefatos que agradam casais e crianças.
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