Deputado Arthur Maia, relator da reforma, diz que governo Temer não tem voto para aprovar a reforma. - Agência Brasil
Deputado Arthur Maia, relator da reforma, diz que governo Temer não tem voto para aprovar a reforma.Agência Brasil
Por MARTHA IMENES

Rio - Maridos e mulheres de policiais mortos em combate terão direito à pensão integral da Previdência. O tópico, que consta do novo texto da Reforma da Previdência, será apresentado hoje a líderes de partidos da base aliada do governo Temer durante reunião na residência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O valor do benefício, segundo Arthur Maia, deve variar de acordo com o momento do ingresso do policial no serviço público.

Para policiais que começaram no serviço antes de 2003, por exemplo, valerão as regras anteriores, que garante a paridade e a integralidade do salário que recebiam. Para quem entrou no serviço entre 2003 e 2013, a reforma deve garantir que viúvas e viúvos recebam a aposentadoria por tempo de serviço a que o cônjuge tinha direito ao falecer. A medida vai valer para policiais rodoviários federais, policiais federais e policiais civis.

A mudança atende à demanda de 21 parlamentares ligados à área de Segurança Pública, conhecida como "bancada da bala". "A relatoria foi extremamente condescendente com os policiais", disse.

De acordo com o deputado, a chamada emenda aglutinativa da reforma se resumirá a quatro pontos-chave: a retirada de qualquer menção a trabalhadores rurais, a garantia da manutenção do benefício de prestação continuada, o chamado BPC, a redução do tempo mínimo de contribuição de 25 para 15 anos e a inclusão do novo artigo que beneficia viúvas de policiais.

Votação ainda é incógnita
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A expectativa inicial do governo era votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287 no dia 19, mas agora já trabalha com o dia 20. "Hoje não tem 308 votos. Agora, o Brasil é um País em que as coisas mudam tão rápido, quem sabe a gente consegue depois do Carnaval, com todo mundo descansando um pouquinho, construir a maioria para aprovar aquilo que for possível para a Previdência", disse Rodrigo Maia.
Por se tratar de uma PEC, a reforma só seguirá para o Senado se tiver o apoio mínimo de 308 dos 513 deputados, em duas votações. O governo diz ter hoje cerca de 270 votos.
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