Concepção artística da Agência Espacial Europeia mostra como seria um dos três planetas habitáveis - AFP/ESO
Concepção artística da Agência Espacial Europeia mostra como seria um dos três planetas habitáveisAFP/ESO
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Os sete planetas recentemente descobertos em órbita em torno da pequena estrela Trappist-1, localizada em nossa galáxia, a 40 anos-luz da Terra, são rochosos, teriam água e, teoricamente, poderiam hospedar vida. "Todos os sinais atualmente em estudo são verdes. Por enquanto, nenhum dado nos permite dizer que eles não são habitáveis", declarou Amaury Triaud, astrônomo coautor do estudo.

Em fevereiro do ano passado, foi anunciada a descoberta dos planetas de tamanhos próximos ao da Terra em torno de uma estrela anã, pouco luminosa e fria. Com a novidade, os estudos foram aprofundados sobre o sistema planetário.

"Eles têm características apropriadas e representam até hoje o melhor lugar além do nosso sistema para procurar sinais de habitabilidade e sinais de vida", afirmou o astrônomo.

Os sete planetas são principalmente rochosos e alguns podem ter até 5% de sua massa composta de água. Em termos de comparação, a água constitui apenas 0,1% da massa terrestre.

Quanto às chances dos planetas de abrigar a vida, "não podemos dizer nada nesta fase, porque são muito diferentes da Terra", ponderou Triaud.

"Em termos de tamanho, densidade e quantidade de radiação recebida de sua estrela, o quarto planeta é o mais parecido com a Terra. Parece ser o planeta mais rochoso de todos, mesmo que a presença de água não seja excluída", acrescentou.

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