Por marlos.mendes

A delação premiada do major Delvo Nicodemos arrasta para o centro do escândalo do Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom) o coronel José Luís Castro Menezes, ex-comandante da Polícia Militar. Segundo Delvo, um montante de R$ 1,5 milhão da compra por R$ 4,2 milhões de 75 mil litros de ácido peracético para o Hospital Central da corporação, que serviria para limpar instrumentos cirúrgicos, iria para o bolso de Castro, dos coronéis Ricardo Pacheco e Kleber dos Santos Martins, os dois últimos presos. Para Delvo, a propina seria um “enterro de luxo” do esquema. A unidade nunca recebeu o produto. O volume comprado ocuparia cinco caminhões-pipa. A colaboração do oficial foi chancelada pela 20ª Vara Criminal e Auditoria da Justiça Militar. A quadrilha tem 25 réus, dos quais 11 oficiais. Todos respondem por desvios calculados pelo Ministério Público do estado em R$ 16 milhões. Ontem, Delvo prestou depoimento na 20ª Vara Criminal. Luís Castro não foi localizado.

Sem andar

Amanhã, a Auditoria da Justiça Militar fará audiência especial para analisar o caso do coronel Ricardo Pacheco. Ele está internado sem conseguir mover as pernas em razão de um câncer. A crise acontece quando estava ainda preso na Unidade Prisional, antigo BEP, em Niterói.

PUBLICADO EM 28.03.2017 - 11:10

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