Série ‘Meu novo carro usado’ traz dicas para quem optar por um seminovo

Reportagens também contam a perspectiva de pessoas que economizaram em meio à crise econômica

Por O Dia

Rio - Quem disse que carro bom é carro zero? O Automania abre hoje a série de quatro reportagens ‘Meu novo carro usado’, mostrando as vantagens de levar um seminovo para casa. A reportagem ouviu especialistas que dão dicas para fazer um bom negócio sem imprevistos indesejáveis. A série também conta a perspectiva de pessoas que economizaram em meio à crise. E, mesmo assim, conseguiram uma opção mais luxuosa e mais barata, abrindo mão da ideia da compra de um zero quilômetro.

Série de reportagens ‘Meu novo carro usado’ traz dicas de especialistas e histórias de compradoresMárcio Mercante / Agência O Dia

Mas é preciso adotar alguns cuidados para fazer a melhor opção. Na compra de um veículo seminovo, a pressa é inimiga da perfeição, garantem especialistas. “Às vezes, o cliente está precisando do carro com urgência e isso atrapalha”, analisa Marco Rodrigues dos Santos, vendedor de veículos seminovos há 12 anos.

Foi o que aconteceu com Uraí da Conceição Silva, de 53 anos, que trabalhava como motorista terceirizado em uma empresa de comunicação até julho deste ano, quando foi demitido em um corte de custos. Com dificuldades para encontrar um novo emprego, decidiu comprar um carro e trabalhar por conta própria. 

Uraí, então, usou parte do dinheiro da indenização para dar entrada num veículo. Depois de uma procura de apenas duas semanas, comprou um Sandero Exp 16 HP de 2014 com ar-condicionado e direção hidráulica, por R$ 32 mil à vista, em uma concessionária em São Gonçalo. Um bom negócio, se o carro não tivesse 46 mil quilômetros rodados. 

A inexperiência e a ansiedade interferiram na escolha. “É a primeira vez que compro um carro novo. Acho que fui mais na emoção. Naquela ânsia de ter o meu carro e começar a trabalhar. Se tivesse tido mais calma, poderia ter analisado as opções”, admite. O vendedor de seminovos, Marco Rodrigues dos Santos, concorda. “Com esse mesmo valor, ele poderia ter comprado um carro menos rodado”.

Douglas Papera, especialista no assunto, dá um conselho simples para pesquisar a quilometragem rodada: perguntar ao proprietário do carro à venda onde ele mora e onde trabalha.

“É uma forma de descobrir se a quilometragem foi adulterada”, acredita. Ele também aconselha interessados em comprar um usado para que desconfiem de carros oferecidos em valores abaixo do mercado e que analisem a lataria, evitando levar para a garagem um carro com histórico de colisões. 

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